Apresentado no Atlético, desafio do argentino Escudero é apagar imagem de jogadores dos países vizinhos que foram mal no Galo. Time ainda busca mais um armador e atacante
Paulo Galvão - Estado de Minas
Publicação:17/01/2012 07:00
Atualização:17/01/2012 16:35
Depois do volante Leandro Donizete e do armador e atacante Danilinho, o Atlético apresentou mais dois reforços para 2012: o zagueiro Rafael Marques, de 28 anos, e o armador Damián Escudero, de 24, que já vinham treinando no clube desde o fim de semana, mas dependiam de documentação para falar como atletas alvinegros. Agora, o Galo busca mais um armador e um atacante de área, além de tentar negociar alguns atletas para fechar o grupo.
Como o armador argentino, os próximos contratados poderão ser de países vizinhos, com o clube de Lourdes imitando outras equipes brasileiras, aproveitando-se da boa fase da economia nacional. Porém, apostar nos atletas vizinhos não é garantia de sucesso. Os atleticanos têm o costume de recorrer aos gringos, mas os últimos – os equatorianos Jairo Campos e Edison Mendez e o paraguaio Cáceres – não se deram bem e logo saíram.
Na verdade, a presença de sul-americanos na Cidade do Galo já não dá resultado há algum tempo, o que Escudero tentará mudar. Além dos três citados, os torcedores viram fracassar jogadores como os atacantes Rentería, da Colômbia, e Castillo, da Bolívia, além do goleiro uruguaio Carini.
Só um recuo no tempo para encontrar algum sul-americano que tenha dado certo no Galo. Na era do Campeonato Brasileiro, o mais antigo é o lateral-esquerdo uruguaio Cincunegui, campeão nacional em 1971. Um compatriota dele, o goleiro Mazurkiewicz, também fez história na década de 1970, enquanto o goleiro Ortiz, da Argentina, é lembrado não só por boas defesas, mas por cobrar pênaltis, fazendo sete gols com a camisa alvinegra, ainda que ambos tenham sido contestados. O último estrangeiro a realmente conquistar a torcida foi o zagueiro uruguaio Olivera, que atuou na década de 1980. Galván, zagueiro argentino, vice-campeão brasileiro em 1999 pelo alvinegro, foi outro que se destacou.
Escudero diz ter se informado sobre o fracasso dos últimos estrangeiros no Galo. Porém, não se preocupa. “É um desafio mudar isso. Quero ir bem aqui”, disse o jogador, que chega do Boca Juniors por empréstimo até o fim do ano.
Para contratá-lo, o Atlético desembolsou US$ 700 mil (cerca de R$ 1,25 milhão). Se quiser contratá-lo em definitivo tem de pagar mais US$ 2 milhões (cerca de R$ 3,57 milhões) aos argentinos.
Para obter o sucesso com a camisa alvinegra, Escudero, que em 2011 defendeu o Grêmio, pretende se espelhar em um compatriota que é ídolo do maior rival do Galo, Walter Montillo. Afirma que está disposto até a mudar um pouco suas características, jogando como armador, embora esteja mais acostumado a atuar pelos lados, como atacante, buscando o gol.
Opção Enquanto o argentino tenta acabar com a “maldição” dos gringos, o objetivo de Rafael Marques é vencer a concorrência e conquistar a vaga de titular. Coincidentemente, ele a disputa com dois ex-companheiros: Réver, com quem jogou no Grêmio, e Leonardo Silva, seu colega no Brasiliense. Além deles, os reservas Werley, Lima e Luiz Eduardo.
Antes de chegar ao Galo, ele esteve muito próximo de acertar com o Sport, chegando a viajar para o Recife para os exames. Porém, logo em seguida desembarcou em Belo Horizonte e acertou com o alvinegro. Ele explica o que aconteceu: “Futebol são oportunidades, você tem de pensar e fazer o melhor para a carreira. No momento, o Atlético era a melhor escolha. A grandeza, a tradição, a estrutura do clube, isso pesou para a decisão”, disse Rafael Marques, que é dono dos próprios direitos e assinou por duas temporadas.
E mais...
Testes
Os jogadores do Atlético sofreram na manhã de ontem. Sob sol forte, eles foram submetidos ao teste físico conhecido como “ioiô”, no qual têm de cumprir pequenas distâncias em tempos determinados sem que atinjam batimento cardíaco acima do aceitável. Um dos destaques na atividade foi o atacante André. À tarde, os atletas se exercitaram na sala de musculação.
Sem tempo
Muitos torcedores acreditavam que o diretor de futebol Eduardo Maluf iria aproveitar a ida a Buenos Aires, na semana passada, para tentar contratar mais jogadores. Porém, ele garante que nem teve tempo de conversar com outros clubes, pois passou os dois dias que ficou por lá negociando o contrato de empréstimo de Escudero com o Boca Juniors.
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