sábado, 14 de janeiro de 2012

Chegadas e partidas

Além da preocupação com a contratação de reforços, Galo será obrigado a negociar jogadores para reduzir o grupo
Paulo Galvão - Estado de Minas
Publicação:14/01/2012 07:00
Atualização:14/01/2012 12:58
Ainda que não tenha apresentado o zagueiro Rafael Marques e o armador e atacante Escudero, o Atlético dá como certa a contratação de ambos, o que vai aumentar o grupo e acirrar a concorrência pelas vagas na equipe. Como o volante Leandro Donizete e o armador e atacante Danilinho já estão fazendo a pré-temporada, o Galo completará quatro reforços. Como a diretoria ainda estaria atrás de um armador, o técnico Cuca passaria a contar, então, com 33 jogadores. Ele já avisou que pretende trabalhar com 28, por isso, os dirigentes terão de se desdobrar a partir de agora: em vez de se preocuparem só com a chegada de atletas, precisarão encontrar destino para quem estiver sobrando.
Isso, no entanto, não significa dispensas, até porque se trata de patrimônio do clube. E nessa hora é preciso habilidade para evitar prejuízos. “Montar grupo é sempre complexo, não dá para chegar e falar que quer este jogador, que não quer aquele, tem de ter respeito com jogador, com o clube, trabalhar em sintonia com a diretoria. Tem jogador que, às vezes, não está nos planos, mas tem contrato grande e você não pode punir o clube. Mas nós pensamos em um grupo de 28 jogadores, incluindo Cláudio Leleu e Paulo Henrique, que subiram do júnior. Com o tempo as coisas podem se encaixar, surge uma negociação e já diminui um pouco. Ou então quem não está nos planos surpreende e se tornar titular. É preciso ter calma”, destaca Cuca.
Entre os jogadores que não estão fora dos planos, mas que, segundo o treinador, sairá atrás na briga por uma vaga como titular é o volante Dudu Cearense. Ele chegou ao Atlético em 8 de abril do ano passado, contudo não conseguiu se firmar: disputou apenas 14 jogos e marcou três gols com a camisa alvinegra.
Dudu tem contrato com o clube até meados de 2014, mas muitos duvidavam até mesmo que ele iniciasse esta temporada na Cidade do Galo. Pois o volante não só vem treinando como se mostra bastante animado para brigar pela titularidade. “Está sendo legal começar do zero, tinha muito tempo que não fazia uma pré-temporada com tanta qualidade. Acho que 2012 tem tudo para ser um bom ano para mim e também para o Atlético”, afirmou o jogador de 28 anos, que se apega à superstição para justificar a confiança em uma boa jornada: diz que costuma atuar melhor em anos pares do que em anos ímpares.
Ele demonstra mágoa com as críticas recebidas, consideradas injustas, principalmente quando o chamam de “chinelinho” ou “Dodói Cearense”. Segundo o volante, foram apenas sete dias no departamento médico no ano passado. A resposta aos críticos, afirma, será dada em campo. “Falaram um monte a meu respeito, mas não quis responder. Prefiro jogar mais e falar menos e é isso que pretendo fazer este ano.”
Sem medo da concorrência
Apesar da chegada de atletas que poderão diminuir ainda mais seu espaço no clube, Dudu não desanima. Pelo contrário. “Quanto mais jogadores de qualidade chegarem, melhor para o Atlético. Teremos três competições e vai haver uma concorrência sadia. Vai jogar quem estiver melhor”, declarou.
Por falar em caras novas, o argentino Escudero era aguardado na madrugada de hoje em Belo Horizonte. Ele deve passar por exames médicos, assinar contrato e ser apresentado na segunda-feira, junto com Rafael Marques.
Ontem, o Atlético anunciou que o primeiro jogo-treino de 2012 será contra o Villa Nova, sexta-feira, na Cidade do Galo. Também existe a possibilidade de enfrentar a Tombense no dia 25.
O mistério de Berola
A situação física do atacante Neto Berola intriga os membros da comissão técnica do Atlético. Ele responde bem aos treinos, suporta cargas elevadas de trabalho, mas costuma sentir cãibras logo no começo do segundo tempo das partidas, o que o impossibilita de atuar 90 minutos. Na tentativa de entender o que ocorre com o atleta, o preparador físico Carlinhos Neves cogita até a possibilidade de haver um “bloqueio pisicológico”. “Estamos procurando cercar todas as variáveis, porque é um jogador de muita qualidade”, disse. O próprio Neto Berola não consegue explicar sua condição. “Nos treinos, suporto bem, não tenho cãibras. Talvez seja porque não saiba dosar, tento sempre dar o máximo para ajudar a equipe. Mas estou trabalhando para suportar os 90 minutos”, afirma.

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