quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Como o colo de mãe

"A pedido de Cuca, emprestamos nosso comentarista Marques ao Galo para o jogo contra o Santos"
Jaeci Carvalho - Estado de Minas
Publicação:12/10/2011 10:18
Vencer o Bahia, trazer três pontos para BH, se distanciar da zona de rebaixamento e pensar no próximo adversário, para seguir vencendo. Esta é a missão do Cruzeiro, hoje em Salvador, para deixar sua torcida mais feliz. Não adianta mais torcida e imprensa ficarem chorando o leite derramado. O que passou, passou, os erros devem ser aprendidos para que não aconteçam mais. Se o time foi desfeito durante a competição, paciência. Que o planejamento para as próximas temporadas não permita mais isso. A realidade é esta. Com 30 pontos, o time azul precisa somar, no mínimo, mais 13 para fugir do inferno. Isto significa quatro vitórias e um empate em 10 jogos. Se a equipe não conseguir isso, tem mesmo é que cair. Quero ser otimista nessas últimas rodadas e escrever coisas boas sobre o nosso futebol. Infelizmente, o América não tem salvação. Galo e Cruzeiro têm muito mais chances de ficar na elite, sendo que o time azul está ainda mais credenciado. Olhando a tabela, vamos perceber que tanto Galo quanto Cruzeiro, Ceará, Bahia e Atlético-PR, times que lutam para fugir das duas últimas vagas para o rebaixamento, já que Avaí e América estão condenados, terão jogos dificílimos. Não adianta escolher adversário. E o time azul tem confronto direto com Bahia, Atlético-PR, Ceará e Avaí. Só depende dele mesmo para sair desta.Só espero que quando dezembro chegar, e o nosso futebol escapar da morte, os dirigentes revejam seus conceitos e percebam os erros que cometeram, para jamais repeti-los. Chega de ex-jogador em atividade, de transformar os CTs em spa, de aturar come e dorme. Que o péssimo exemplo deste ano não seja seguido e que tanto Cruzeiro quanto Atlético formem times vencedores. Não adianta montar equipe para figurar na competição. Sabemos dos privilégios financeiros, de arbitragens e outros mais em favor de Rio e São Paulo. Porém, sempre foi assim e nossos clubes conseguiram colocar seus nomes no cenário nacional. Mesmo com R$ 50 milhões a menos no quesito cota de TV, temos condições de usar a criatividade para transformar nosso futebol novamente em vencedor. E que o torcedor faça o seu papel. Cruzeiro e Atlético precisam mais do que nunca daquele colo de mãe. Aquela que sabe que o filho errou, mas que vai lhe dar o apoio necessário para sair desta situação. Vamos lá, torcida mineira. Unida com os clubes e jogadores, tenho a certeza de que Galo e Raposa sairão desta.A mãe de verdade não é aquela que acoberta os erros do filho, mas a que está ao seu lado no momento mais difícil. Sabemos que Cruzeiro e Atlético jogarão sua sorte nos próximos 10 jogos. Que a torcida faça o papel de mãe, apoie, grite, torça, não abandone seu clube. É neste momento que jogadores, técnicos e dirigentes precisam do apoio. É agora ou nunca. Que a torcida, chateada e magoada, dê uma trégua e empurre o time rumo ao gol. Somente assim poderemos acreditar numa reação. E que os jogadores entendam este carinho de “mãe” e não decepcionem. Será uma troca de amor, que, se correspondido, terminará em alegria e festa, não tenho a menor dúvida.
Cuca
O técnico do Galo esteve segunda-feira no nosso Alterosa no Ataque, vice-líder de audiência no horário, e mostrou entusiasmo e a certeza de que o time não vai cair. Cuca é honesto, trabalhador e passa um otimismo que nos contagia. Acho que não devemos abrir mão de nossas críticas, mas precisamos fazer um pacto em prol do futebol mineiro. A queda de um, do outro ou até dos três (a possibilidade existe) será uma tragédia para todos nós. A pedido de Cuca, emprestamos nosso comentarista Marques ao Galo para o jogo contra o Santos. Ele vai fazer uma palestra pouco antes da preleção, vai acompanhar o time no ônibus, como nos velhos tempos, e seguir para a Arena do Jacaré. Tomara que dê a sorte que os atacantes atleticanos estão precisando para empurrar a bola para a rede.
Dia das Crianças
Hoje é dia 12 de outubro, Dia Das Crianças. Uma pena que no nosso país os pequenos estejam tão abandonados ou tão pra frente. É preciso respeitar etapas e mostrar aos jovens que a consideração pelos mais velhos, como na nossa época, deve sempre existir. É legal ver que a modernidade deixa as crianças mais independentes, mas é nossa obrigação cuidar para que elas tenham berço, educação e limite. Sem isso, a criança de hoje não será o adulto correto de amanhã. Que Deus e São Judas Tadeu protejam todas as crianças do Brasil.

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