sábado, 12 de fevereiro de 2011

Veteranos são armas para o clássico em Minas


Gilberto e Ricardinho (Fotos: Gil Leonardi)
Experientes, Gilberto e Ricardinho surgem como alternativas de decisão para jogo de sábado
LANCEPRESS!
Publicada em 11/02/2011 às 07:58
Em Belo Horizonte (MG)
Repleto de tensão e rivalidade, o clássico entre Cruzeiro e Atlético muitas vezes é decidido na base da experiência. Jogadores com carreitas vitoriosas são fundamentais em um encontro de arquirrivais.
Desta vez, cada lado tem seu trunfo. O Cruzeiro conta com o meia Gilberto, de 34 anos, que tem experiência e qualidade qualidade de sobra. Já no Atlético é Ricardinho, um mês mais novo, quem dita o ritmo do time dentro de campo. Amanhã, na Arena do Jacaré, os dois farão um duelo dos veteranos.
Jogador diferenciado dentro e fora de campo, muito por seu perfil de liderança, Ricardinho já viveu diversas situações complicadas na carreira. Rodado, campeão do mundo em 2002 e ainda com muito futebol para mostrar, o armador é um verdadeiro exemplo para os companheiros de Atlético.
Gilberto não fica atrás. Conhecido por se dar bem com todos fora das quatro linhas, o meia é referência na equipe do Cruzeiro. Ao voltar ao clube, em 2009, ajudou na recuperação da equipe após a ressaca da Libertadores. Recentemente, se viu em uma confusão com Roger, mas encarou a situação com muita naturalidade.
Dentro das quatro, os dois armadores têm funções parecidas. Aos 34 anos, Ricardinho e Gilberto já não têm mais o mesmo fôlego de outros momentos, mas buscam compensar este fator com inteligência. Os podem decidir o clássico de amanhã em um simples toque na bola. Resta saber agora: quem vai levar a melhor?
Clássicos do Paraná à Turquia
Ricardinho tem experiência em vários clássicos do futebol brasileiro e mundial. Enfrentar um rival está longe de ser uma novidade na carreira do Maestro Alvinegro, já que atuou no Paraná, em São Paulo, na Turquia e, é claro, em Minas Gerais.
Com a camisa do Paraná Clube, o camisa 10 teve o gostinho de disputar jogos decisivos contra o Coritiba e Atlético Paranaense. Dos grandes do futebol paulista, ele só não defendeu o Palmeiras, portanto, sabe bem o que é um derby. Pelo Besiktas, grandes duelos contra Galatasaray e Fenerbahçe.
Em Minas, Ricardinho já disputou três clássicos contra o Cruzeiro e apenas perdeu. Será que amanhã o vitorioso jogador encerrará esse jejum de triunfos sobre a Raposa, conseguindo pela primeira derrotar o arquirrival?
Especialista em rivalidades
Quando o assunto é clássico, Gilberto pode ser considerado um verdadeiro especialista. No Brasil, o armador jogou sete diferentes, além de ter enfrentado grandes clubes quando atuou na Europa.
No Rio, Gilberto disputou uma série de clássicos. Jogando pelo Flamengo, enfrentou Vasco, Fluminense e Botafogo. Ao se transferir para a equipe cruz-maltina, o meia passou ter outra perspectiva das rivalidades locais, de quebra, encarando seu ex-clube.
Com a camisa do Grêmio, jogou o GreNal. Pelo Hertha, enfrentou equipes gigantes, como Bayern de Munique, Hamburgo e Borussia Dortmund. Atuando na Seleção Brasileira, disputou duelos contra rivais tradicionais, como Argentina, Alemanha e Holanda.
Em sua primeira passagem pelo Cruzeiro, Gilberto teve apenas um clássico: empate por 1 a 1, em 1998. Após voltar ao clube, em 2009, disputou mais três jogos contra o Atlético. Sua única derrota foi exatamente na última partida, em Uberlândia.

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