Mesmo em situação muito complicada, alvinegro sonha em escapar da Segunda Divisão, e espera começar a reagir hoje, com uma boa vitória sobre o Ceará, no Castelão
Paulo Galvão - Estado de Minas
Publicação:29/09/2010 07:00
Enquanto há vida, há esperança. Mesmo que a situação não seja fácil, o Atlético continua vivo na briga para se manter na Série A do Campeonato Brasileiro. Para continuar assim, precisa vencer o Ceará, hoje, às 22h, no Castelão, em Fortaleza, pela 26ª rodada. Não que um novo tropeço vá decretar o rebaixamento à Segunda Divisão, mas certamente deixará as coisas ainda mais complicadas para a equipe mineira, que, segundo especialistas, hoje tem até 89% de chances de cair.
Por outro lado, um triunfo poderá dar motivação ao Galo, cujo novo treinador, Dorival Júnior, teve dois dias para começar a implantar sua filosofia no clube – ele foi apresentado sábado à tarde e no domingo, mesmo sem tempo para nada, dirigiu a equipe na derrota por 2 a 1 para o Grêmio, em Sete Lagoas. E terá mais dois dias para trabalhar até o próximo compromisso, também fora de casa, sábado, contra o Atlético-GO, em Goiânia.
Apesar do pouco tempo com os atletas, ele já faz mudanças. Domingo, o jovem Renan Ribeiro, de 20 anos, estreou como titular da equipe profissional, barrando o experiente Fábio Costa, segundo ele, por decisão tomada anteriormente a sua chegada. Hoje, a novidade pode ser outro atleta formado na base, o volante Fillipe Soutto, de 19 anos, que deve ganhar vaga no meio-campo ao lado de Zé Luís, Alê e Diego Souza. Esses dois últimos voltam depois de cumprir suspensão contra o tricolor gaúcho.
Com isso, o Galo deverá ser mais forte na marcação, pois atuará com três volantes. Na frente, sem poder contar com Diego Tardelli, que sofreu estiramento na parte posterior da coxa esquerda e ficará parado por cerca de 15 dias, ele adianta Daniel Carvalho para atuar ao lado de Obina. Assim, o velocista Neto Berola fica como opção para o decorrer da partida.
Além de Diego Tardelli, também desfalcam o alvinegro o volante Serginho e o lateral-esquerdo Leandro. Enquanto o jogador de meio-campo cumpre suspensão por ter recebido o terceiro cartão amarelo, o defensor foi vetado após ser constatada fratura em sua mão direita, consequência de um pisão sofrido diante do Grêmio. Eron, de apenas 18 anos, o substitui.
Apesar dos problemas e independentemente do esquema utilizado, os atleticanos mostram confiança. “Já vi equipes em situação pior conseguirem escapar. Sabemos que o Ceará, jogando no Castelão, com apoio da torcida, é muito forte, mas não temos alternativa que não vencer”, afirmou Obina, lembrando que tanto o Vovô quanto o Atlético-GO também estão ameaçados pelo rebaixamento, o que torna esses jogos fora de casa ainda mais importantes para o Atlético.
PROMESSA QUE SURGE Já Renan Ribeiro, apesar da pouca experiência, não teme entrar na equipe em uma situação tão difícil. Ele diz estar se preparando há dois anos para esta oportunidade e não há o que temer. “Sei que a pressão está grande, mas a única forma de resolvermos essa questão é vencendo. Para isso, precisamos estar o mais concentrados possível”, declarou o goleiro, que fez boas defesas contra o Grêmio e deu esperança à torcida, apesar da derrota.
Para conseguir se dar bem em uma tarefa em que não só Fábio Costa, mas também Aranha, Carini e Marcelo fracassaram este ano, ele se espelha em outro goleiro formado nas categorias de base do Galo: Diego Alves. O jogador estreou em 2005, ano da queda do alvinegro, e se firmou no ano seguinte, ajudando na volta à elite do futebol brasileiro. “Eu me espelho muito no Diego, vejo muitos vídeos dele para aperfeiçoar principalmente o posicionamento. Ele é um exemplo até pela trajetória no Atlético”, disse Renan Ribeiro.
Ontem, o Atlético autorizou o armador Renan Oliveira a rescindir contrato com o Vitória, a quem estava emprestado até o fim do ano. Ele volta ao Galo, com quem tem contrato até 2012.
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