Após goleadas, Gallo ressalta: Nem ao céu, nem ao inferno (13/06)
Rodrigo Fonseca - Portal Uai
Depois de levar 5 a 1 do São Paulo, Atlético reage e aplica 4 a 2 no Ipatinga. Para técnico, time tem deficiências, mas também qualidades
Jorge Gontijo/EM/D.A Press
Com um 4 a 2, nesta quinta-feira, no Mineirão, o Atlético descontou no Ipatinga a goleada sofrida para o São Paulo por 5 a 1, sábado passado, no Morumbi. Questionado se o placar sobre o time do Vale do Aço poderia realçar as virtudes da equipe e mascarrar as deficiências, o técnico Alexandre Gallo disse:
“Deficiências, nós temos. Temos muita coisa a corrigir. Mas temos brio, garra, somos uma equipe já equilibrada, num sistema que sabe o que faz. Conversamos no intervalo. Eles cumpriram à risca e tivemos êxito. Nem ao céu, nem ao inferno, assim como na derrota da semana passada, que não foi terra arrasada. Estamos conscientes que o dia-a-dia tem sido muito bom, e que precisamos crescer bastante”, disse.
O treinador admitiu que a equipe apresentou instabilidade na etapa inicial do confronto desta quinta contra o Ipatinga: “No primeiro tempo, começamos titubeando na troca de passes, depois de uns quinze minutos bons no começo. O empate criou um nervosismo que a gente está tentando minimizar. Fizemos o segundo gol e a coisa andou tranqüila até o último lance, na expulsão do Welton, que complicou a gente”.
Mesmo com um jogador a menos, o Atlético esteve melhor no segundo tempo e construiu a vitória por 4 a 2. “No segundo tempo, mudamos o sistema, com duas linhas de quatro, deixando o Petkovic totalmente solto e com uma saída boa com o Beto e com o Eduardo. Criamos várias chances. Fazer quatro gol, com um jogador a menos, é extremamente difícil. Os jogadores se entregaram ao máximo. Foi uma vitória convincente”.
Alexandre Gallo espera que o triunfo desta quinta seja a retomada da parceria entre o time e a torcida. Por enquanto, os torcedores atleticanos estão insatisfeitos com a equipe. No ano do centenário do clube, o Atlético fracassou no Campeonato Mineiro e na Copa do Brasil. O começo irregular no Brasileirão ajudou a afastar ainda mais o torcedor dos jogos. Contra o Ipatinga, foram menos de sete mil pessoas no Mineirão.
“Quando eu cheguei, eu falei dessa parceria. Fico triste de ver o Mineirão assim. A torcida do Atlético é empolgante, que comparece, é apaixonada, sofre junto, está sempre ao lado da equipe, independentemente do que já aconteceu. Temos que fazer a nossa parte. Não adianta uma parceria só deles e a gente nada. Equilíbrio e estrutura tática estamos começando a apresentar. Vamos fazer de tudo para que esse Mineirão volte a ter, num meio de semana, 35, 40 mil pessoas, como a gente sempre viu”, disse Gallo.
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