sexta-feira, 5 de junho de 2020
Vasco recebe proposta do Atlético-MG por Marrony e analisa venda
Clube mineiro investe no atacante de 21 anos, pedido de Jorge Sampaoli, e Cruz-Maltino analisa valores e condição. Crise financeira em São Januário pode pesar na negociação
Marrony - Vasco
Aos 21 anos, Marrony pode não vestir mais a camisa vascaína quando a bola rolar (Foto: Divulgação/ Palmeiras)
Anderson Gonçalves e Felippe Rocha
04/06/2020
14:55
Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ)
O atacante Marrony pode estar vivendo os últimos momentos pelo Vasco. O jogador e o clube têm em mãos uma proposta do Atlético-MG, e uma resposta deve ser dada em breve. A informação foi publicada originalmente pelo site Globoesporte.com e confirmada pelo LANCE!.
O L! apurou também que as partes buscam um entendimento sobre o melhor formato para a negociação ser consumada. Em grave crise financeira, o Cruz-Maltino vê na venda de atletas uma forma de minimizar os atrasos de salários. Já são meses de salários atrasados e quase um ano de direitos de imagem.
Do lado atleticano, a construtora MRV vem investindo em reforços junto ao clube. Já foram contratados, nos últimos dias, o meia Alan Franco e o volante Léo Sena. O L! também apurou que Marrony faz parte da lista de desejos do técnico Jorge Sampaoli.
O atacante já vinha sendo sondado pelo clube mineiro desde o fim do ano passado. Embora valores não sejam revelados, a proposta é de compra e deve ser consumada à vista.
Aos 21 anos, Marrony é considerado um dos principais ativos do momento vascaíno. Embora titular, o principal lado de atuação, revelado pelo próprio em entrevista recente, é o esquerdo. Este setor é ocupado por Talles Magno, mais novo e atual titular. Marrony vinha se posicionando mais à direita.
O Vasco tem 70% dos direitos econômicos de Marrony. O contrato dele vai até 2023 e a multa rescisória passa dos € 30 milhões.
segunda-feira, 1 de junho de 2020
Sociedade entre Atlético e BWA nunca registrou lucro na exploração do Independência
Desde 2012, quando a parceria começou, Galo nunca recebeu repasses
Thiago Madureira /Superesportes
postado em 01/06/2020 06:00 / atualizado em 01/06/2020 09:22
Facebook Twitter
A parceria entre Atlético e BWA/LuArenas não obteve resultado financeiro positivo em mais um ano de contrato de exploração do Independência. Desde 2012, quando a sociedade começou, não foi registrado repasse para o Galo.
O balanço do clube deste ano diz que "o Atlético é sócio participante da SCP Arena Independência, cabendo-lhe 50% dos resultados líquidos obtidos na referida SCP - Sociedade em Conta de Participação. Em 2018 e 2019, não foram apurados resultados positivos".
A Sociedade em Conta de Participação (SCP) é quando duas ou mais empresas se reúnem, sem firma social, para lucro comum em uma determinada operação. A BWA/LuArenas é o chamado sócio ostensivo, que exerce a administração plena da sociedade.
O Galo receberia repasse caso houvesse lucro na operação. Contudo, a administração do Independência tem registrado déficit ano a ano, como explica Helber Gurgel, gerente de operações e segurança da Arena Independência.
"Nós temos um contrato de sociedade com o Atlético, no qual o clube é o conteúdo, o que leva o espectador para dentro do estádio. Em tese, o que aconteceria: no final do balanço do estádio, o lucro, tirando o que deveria pagar para o governo e para o América, seria uma parte para o Atlético. Como não há lucro, o Atlético não apurou lucro. O balanço da Arena Independência também foi negativo", disse Gurgel, em contato com o Superesportes. "Nós não conseguimos fechar no azul porque não há evento suficiente para aumentar o faturamento", acrescentou.
Administradora da Arena Independência, a BWA/LuArenas tem enfrentado dificuldade de fechar o balanço com resultado positivo mesmo contando com jogos do Atlético. O clube alvinegro, contudo, está construindo a Arena MRV e prende se mudar para a casa nova em 2022. Isso pode dificultar ainda mais a gestão do Horto.
"A gente tem que buscar uma saída para tornar o equipamento viável. Primeiro, a gente tem que esperar para ver onde os clubes vão mandar os jogos. Com a mudança do Atlético para seu novo estádio, a gente deve ficar só com o América com jogos no ano todo. Dessa forma, sobra tempo para outros tipos de eventos", afirmou Gurgel.
O Independência, contudo, está longe de ser considerado local ideal para grande eventos, como concertos de música e exposições. O estádio fica em um bairro residencial, com casas bem ao lado e ruas estreitas, tem estacionamento reduzido e não dispõe da mesma estrutura, por exemplo, que o Mineirão, que recebe shows na esplanada, além de contar com espaço comercial, com bares e loja.
Dívidas
Segundo apurou a reportagem, a BWA/LuArenas ainda mantém dívidas com o governo de Minas Gerais e o América.
Como prevê o contrato de licitação, a administradora do estádio, BWA/LuArenas, deve repassar ao governo de Minas os 10,58% de sua receita bruta mensal. O América tem direito à metade desse percentual, mas esse valor não vem sendo pago ao clube.
Em dezembro do ano passado, o presidente do América, Marcos Salum, revelou que a empresa devia ao clube R$ 6 milhões.
“Nós estamos com mais ou menos R$ 6 milhões para receber de repasse do Independência. Como o contrato é feito com o Governo do Estado e não com a Arena, a Arena tem que pagar o Estado e o Estado nos pagar. Como a Arena não está pagando o Estado, e existe um imbróglio jurídico disso, nós notificamos o Estado mais de uma vez, três vezes já, cobrando do Estado esse repasse, porque nós não temos como cobrar da Arena efetivamente", afirmou Salum, no fim do ano passado.
Contrato
No dia 18 de janeiro de 2012, Atlético e a BWA firmaram contrato de parceria para exploração comercial do Estádio Independência. A empresa foi a vencedora da licitação aberta em 2011 pelo governo de Minas Gerais, responsável pela reconstrução do estádio do Horto.
Como a participação de clubes ou dirigentes na administração do estádio está proibida no edital, o tema gerou grande polêmica, principalmente com os rivais América e Cruzeiro.
O Atlético tem direito a 45% do lucro, assim como a BWA. O América, antigo administrador do estádio, ficaria com 5%, mesma porcentagem que teria direito o governo de Minas, que investiu na reconstrução do Independência e tem o controle sobre o local por 20 anos.
Então presidente do Atlético e hoje prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, disse naquela ocasião que o Galo investiria no estádio. "O Atlético vai colocar por baixo R$ 8 milhões de investimento no estádio, é o mínimo que pode exigir, porque vai jogar com a torcida engolida no canto, porque o América é o detentor e tem seus direitos preservados. O Atlético está botando dinheiro lá, é um negócio", afirmou o ex-dirigente, em 2012.
Kalil acreditava que o contrato deixaria o Atlético mais rico. "O que o Atlético fez foi simplesmente tornar viável o futebol. O Atlético é detentor de 45% de toda a renda do Independência, em qualquer jogo, exceto o do América, que tem seu contrato particular com o governo. O Atlético trabalhou duro e certo, consultando os órgãos todos. A BWA estava na praça e quem não quis agarrar é porque não pensou lá na frente. Já somos o time mais rico de Minas Gerais e vamos ficar mais ainda", disse, em 2012.
domingo, 31 de maio de 2020
Atlético-MG contrata consultoria que trabalhou no Cruzeiro para 'passar a limpo' as contas do clube
A empresa fará um levantamento das gestões do Galo, a atual, e anteriores para conseguir avaliar a real situação do alvinegro
Sede - Atlético-MG
Valinor Conteúdo
31/05/2020
16:09
Belo Horizonte
O Atlético-MG também quer “passar a limpo” a situação financeira do clube e contratou a auditoria da Kroll, que recentemente fez um trabalho no Cruzeiro, gerando um relatório revelador sobre a grave crise financeira e atos irregulares na raposa.
A Kroll fará um “pente fino” na gestão atual, de Sérgio Sette Câmara, e dos presidentes anteriores do clube. A empresa é especializada em gestão de risco, investigações corporativas, compliance e cibersegurança, buscará números e possíveis irregularidades no alvinegro.
Galo, com aval de Sampaoli, tenta estender permanência de Nathan
O empréstimo do meia, que está no clube desde 2018, vence no dia 24 de junho, e o alvinegro tenta manter o jogador pelo menos até o fim do ano
Nathan deixou o campo com dores e pode ser problema para o Galo
Valinor Conteúdo
30/05/2020
20:32
Belo Horizonte
O técnico do Atlético-MG, Jorge Sampaoli, quer manter o meia Nathan, de 24 anos no elenco alvinegro. O Galo tenta renovar o contrato do meio-campista mais uma vez, a terceira em menos de um ano. O jogador está emprestado ao clube mineiro até 30 de junho, cedido pelo Chelsea-ING.
Os esforços do clube mineiro para manter o meia, tem o diretor de futebol Alexandre Mattos nas negociações, além do aval de Sampaoli.
-É um jogador que faz muitas posições, o Sampaoli gosta dele. Vamos fazer o possível para que permaneça-disse Mattos em entrevista ao programa Papo de Setoristas do Atlético.
Mattos e o Galo já tinham manifestado o desejo de manter Nathan até o fim ano, prorrogando o seu empréstimo. Com o jogador, que já revelou vontade de ficar, está tudo encaminhado, faltando o Chelsea liberar.
-Eu já conversei com ele e com o seu representante. Há uma ideia de permanência aqui. Nós estamos com uma dificuldade lá no Chelsea. Parece até que botaram uma data para retorno do Campeonato Inglês( será no dia 17 de junho), talvez isso ajude a resolver com o Chelsea. O quanto antes melhor- disse Mattos.
Nathan está no alvinegro desde a metade de 2018 e o Galo sempre conseguiu manter o jogador em BH emprestado. Mas, o Chelsea já havia dito que pretende vender o atleta para recuperar parte do investimento feito em 2015, quando atuava pelo Athletico-PR.
Nathan jogou 48 jogos pelo Galo, marcou cinco gols e conseguiu em quase dois anos de clube ganhar espaço no meio de campo, atuando até como segundo volante, o que deu qualidade ao time. Ele demorou a jogar em 2020 por questões de contrato, mas está nos planos de Sampaoli para o restante da temporada.
Cazares é diagnosticado com a Covid-19 e Galo o afasta dos treinamentos
O meia está sem sintomas, mas testou positivo para a presença do novo coronavírus
Cazares está liberado pelo DM do Galo, porém não deve estar em campo diante do Cruzeiro
Cazares esteve envolvido recentemente em uma polêmica quando foi flagrado jogando uma "pelada", furando a quarentena-(Bruno Cantini/Atlético-MG)
Valinor Conteúdo
31/05/2020
17:26
Belo Horizonte
O Atlético-MG comunicou que o meia Juan Cazares, de 27 anos, foi diagnosticado com Covid-19, doença originada pela contaminação com o novo coronavírus. O jogador foi afastado pela comissão médica do clube mineiro, que iniciará a semana de treinos sem o equatoriano.
O Galo fez outra bateria de exames no elenco, funcionários e comissão técnica e Cazares testou positivo para presença do coronavírus. O jogador não apresenta sintomas por enquanto e o Atlético irá acompanhar o seu processo de recuperação.
Somente Cazares testou positivo para a Covid-19. Os demais atletas deram negativo e seguem os trabalhos na Cidade do Galo.
Na primeira leva de testes, feita antes da volta dos elenco aos treinos, no dia 19 de maio, todos os exames tinham dado negativos. Nesta nova bateria de avaliações, a terceira do mês, que apareceu o positivo do meio de campo.
Neste sábado, foi realizada mais uma bateria de testes da Covid-19 com atletas, comissão técnica e funcionários do Atlético. Essa foi a terceira rodada de exames semanais.
Apenas um exame apresentou resultado positivo, o do atleta Cazares.
— Atlético 😷 (@Atletico) May 31, 2020
Cazares aparece contaminado pouco tempo depois de ser flagrado com o meia Otero em uma pelada na cidade de Santa Luzia, na Região Metropolitana de BH, gerando polêmica, pois foi no meio da quarentena pedida pelas autoridades de saúde para evitar a propagação do vírus.
Em uma postagem no Twitter, o Galo se pronunciou sobre o caso.
- De acordo com Rodrigo Lasmar, diretor-médico do Atlético, o clube segue cumprindo rigidamente os protocolos estabelecidos pelas autoridades de saúde e tomando todas as providências necessárias para proteger seus funcionários e familiares - postou o perfil oficial do Galo, no Twitter.
Cazares é o segundo jogador do futebol mineiro a testa positivo para o novo coronavírus. O meia-atacante Matheusinho, do América-MG, também teve a doença confirmada pelo clube americano.
sábado, 30 de maio de 2020
Fred perde mais uma 'batalha' na Justiça para o Atlético-MG
O atacante teve negado um pedido de mandado de segurança que suspendesse a obrigação dele pagar uma multa ao Galo, que pode chegar a R$ 12 milhões
Valinor Conteúdo
29/05/2020
17:04
Belo Horizonte
O atacante Fred, que deixou o Cruzeiro recentemente via Justiça do Trabalho, teve outra derrota judicial para o Atlético-MG, desta vez na ação que tenta evitar o pagamento de R$ 10 milhões(com juros e multas, deve passar dos R$ 12 milhões) para o alvinegro referente a uma multa de 2017, quando deixou o Galo para acertar com o Cruzeiro.
Com um quase acerto com o Fluminense, Fred teve negado pelos desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) o mérito do mandado de segurança impetrado pelo atacante em setembro do ano passado quando tentava suspender o processo arbitral promovido pelo Atlético-MG na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão ligado à CBF para solucionar pendências entre seus afiliados.
A última esperança de Fred é o Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA), outra entidade que tenta mediar acordos entre partes discordantes. Mesmo se for derrotado no CBMA, Fred pode tentar a Justiça comum mais uma vez, além das idas ao Tribunal Regional do Trabalho.
O vice-presidente do Atlético, Lásaro Cândido da Cunha, postou a informação em sua conta Twitter, explicando que Fred poderá recorrer da decisão, e que esta pequena vitória ainda não é definitiva.
Fred tenta suspender o processo na na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), onde foi derrotado e fazer a ação ser julgada na Justiça do Trabalho, onde havia conseguido suspender liminarmente a multa, mas tendo a suspensão cassada por outra ordem judicial.
O jogador então, tentou conseguir um mandado de segurança para obter novamente a primeira decisão a seu favor na Justiça do Trabalho, o que lhe foi negado. Neste momento, a multa está válida e o Galo terá direito de receber do jogador. Todavia, o processo ainda poderá ter outras etapas e com a parada do Judiciário em 2020 por conta da pandemia do coronavírus, dificilmente esta celeuma se resolverá ainda este ano.
'O futebol brasileiro está indo a passos largos para quebrar', diz o presidente Sérgio Sette Câmara
O dirigente do Atlético-MG vislumbra um cenário tenebroso para o futuro e nem a volta dos jogos pode remediar as consequências da pandemia de Covid-19 no esporte
Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG
Valinor Conteúdo
29/05/2020
16:37
Belo Horizonte
A preocupação com os efeitos da pandemia de coronavírus no futebol tem gerado visões quase apocalípticas nos dirigentes de futebol. O temor de não haver condições para a volta das competições cria incertezas quanto ao futuro de clubes e jogadores.
O presidente do Atlético-MG, Sérgio Sette Câmara, que também faz parte do Conselho Nacional de Clubes, que vem representando as agremiações com federações e a CBF para achar soluções para este momento crítico, está pessimista com o cenário do esporte. A conta de despesas, contra as baixas receitas não tem fechado. E a tensão é grande.
-O futebol brasileiro está caminhando a passos largos, na minha opinião, para quebrar - disse Sérgio Sette Câmara em entrevista ao podcast do Globoesporte.com. Sua fala é pela dificuldade que todos terão em conseguir arrecadar com jogos, patrocínios e outras fontes, já que a economia está em grave crise coletiva.
O presidente atleticano defende que haja união dos clubes para achar soluções em conjunto e até a recriação do Clube dos 13, entidade que gerenciava os direitos das equipes em várias situações como negociações de direitos de TV, mas foi encerrada nesta década por divergências entre os membros.
Outra visão pouco otimista de Sette Câmara enfatiza que mesmo com a volta dos jogos, não resolverá várias questões dos clubes, principalmente as financeiras.
- Se ilude quem acha que a volta do futebol irá resolver os problemas. Não vai. Não teremos bilheteria, pois os jogos serão com portões fechados, e teremos despesas. O time terá de viajar, terá que pagar viagem de avião, hotel, terá que pagar. A ficha ainda vai cair ainda para a maioria das pessoas, inclusive na imprensa. Bom colocar as barbas de molho. Tenho falado disso há tempos, mas muitos me criticam, falam que estou exagerando-disse.
Assinar:
Postagens (Atom)