terça-feira, 24 de setembro de 2019
Réver confirma salários atrasados no Galo, mas garante foco total na decisão contra o Colón
Da Redação*
esportes@hojeemdia.com.br
24/09/2019 - 16h35
Bruno Cantini/Atlético /
A partida desta quinta-feira (26), contra o Colón, pela volta das semifinais da Copa Sul-Americana, é decisiva para o restante da temporada do Atlético. Mesmo vivendo grande crise dentro de campo, o ano do Galo ainda se sustenta pela proximidade de um título internacional. São apenas duas partidas separando o clube da taça.
No entanto, os problemas do alvinegro parecem extrapolar o campo de jogo neste momento. O zagueiro Réver confirmou na tarde desta terça-feira (24) que existem pendências financeiras entre diretoria e jogadores, que estão com salários atrasados. O capitão da equipe, no entanto, disse que a relação entre elenco e dirigentes é boa e transparente.
“Realmente tem sim algumas pendências, mas a gente tem tanta intimidade com a diretoria que isso (atraso), como ficou muito claro, poderia acontecer ao longo do ano. Ninguém está se omitindo em relação a essas pendências, muito pelo contrário. O Rui (diretor de futebol), o presidente (Sette Câmara), tem nos passado tudo, e os jogadores têm entendido muito bem essa situação”, explicou o capitão atleticano.
Já projetando o decisivo duelo contra o Colón, Réver disse que os problemas financeiros vividos pelo clube não interferem do desempenho da equipe dentro de campo. O zagueiro ainda lembrou que as vitórias esportivas podem ajudar também os cofres do Galo
“Não vai ser isso que vai atrapalhar nosso rendimento, somos uma equipe experiente, totalmente acostumada a passar por isso. O futebol é desta maneira. A partir do momento que você consegue assimilar bem e entender isso, não vai entrar em campo para perder, porque vai ser muito pior. Com a equipe vencendo, as coisas acabam acontecendo de uma maneira melhor, consegue outros recursos para colocar em ordem essas pendências”, completou
Um dos ídolos do clube presentes no atual elenco, o “Capitão América” também abordou a dura sequência de derrotas vividas pelo Atlético. Pelo Brasileirão, o Galo perdeu as últimas seis partidas que disputou pela principal competição nacional. O zagueiro espera que possíveis vitórias da equipe possam ajudar a melhorar imagem dos jogadores, que já foi bem melhor em outros momentos da temporada.
“Passar seis jogos sem vencer é algo muito grande para um time que quer brigar por alguma coisa dentro de uma competição tão importante como o Campeonato Brasileiro. Isso gera essa toda essa insegurança. Há seis jogos, o Rodrigo era o cara, os jogadores eram os tops, mas hoje tudo mudou. Dependendo do que acontecer na quinta-feira, os jogadores não servem, são velhos, inexperientes. O futebol é muito em cima do resultado, espero que a gente possa reencontrar o caminho das vitórias, para que todo mundo volte a prestar, como dois meses atrás”, disse Réver
*Hugo Lobão sob supervisão de Thiago Prata
Jair treina com o elenco do Atlético e deve enfrentar o Colón na 'decisão' de quinta-feira
Thiago Prata*
@ThiagoPrata7
24/09/2019 - 16h16 - Atualizado 16h19
Bruno Cantini / Atletico /
Pilar do meio-campo do Atlético, o volante Jair pode voltar a ser o termômetro do time dentro de campo nesta quinta-feira (26), às 21h30, contra o Colón, da Argentina, no Mineirão, pela partida de volta das semifinais da Copa Sul-Americana. Recuperado de um estiramento no músculo posterior da coxa direita, o atleta participou das atividades realizadas no Gigante da Pampulha, na tarde desta terça-feira (24).
A última participação de Jair pelo alvinegro foi na derrota por 2 a 1 para o Botafogo, no dia 8 de setembro, no Engenhão, quando se machucou ainda no primeiro tempo. Depois disso, desfalcou a equipe contra Internacional e Avaí, pelo Brasileiro, e Colón, na Sul-Americana. Nessas três ocasiões, o Galo saiu derrotado.
O zagueiro Réver comemora o retorno do volante, sobretudo neste momento de instabilidade do time, porém faz um alerta. “É claro que todo jogador tem sua importância individual. O Jair vem se destacando muito em função de sua saída de bola, mas a gente não pode ficar dependente somente de um jogador. Em um elenco de 30 atletas, ficar dependendo só de um é um erro muito grande”, avaliou o xerife atleticano.
O Galo precisa ganhar do Colón para avançar à final da Sul-Americana. Por ter perdido o duelo de ida, por 2 a 1, na última quinta-feira (19), um triunfo por 1 a 0 é o suficiente para o alvinegro se classificar. Caso vença por 2 a 1, a decisão da vaga será decidida nas cobranças de pênaltis.
*Colaborou Hugo Lobão
Sem sinal de reação, Atlético atinge a maior série de derrotas na era dos pontos corridos
Luciano Dias
@jornlucianodias
24/09/2019 - 09h04
Bruno Cantini/Atlético /
Seis derrotas consecutivas. O time que brigava com muita força pelo G4, de repente, estacionou nos 27 pontos e se encontra na décima posição na tabela. A distância para Internacional, quarto colocado,
Para confirmar a má fase, com o revés para o Avaí por 1 a 0, nessa segunda-feira (23), no Estádio da Ressacada, o Galo atingiu a sua maior série de derrotas na era dos pontos corridos. O time alvinegro superou, de maneira negativa, os anos de 2009 e 2011, quando o Atlético perdeu cinco jogos seguidos.
O técnico Rodrigo Santana justificou parte do fracasso nos últimos jogos pelo fato do Galo disputar a Copa Sul-Americana.
“É muito ruim para gente, é lamentável fazer parte dessa história. É difícil você ir bem nas duas competições. O foco fica, quer queira ou não, um pouco dividido. Viaja com um grupo para cá, viaja com outro para lá. Ninguém está trotando em campo, ninguém está de brincadeira. Estamos treinando com força, a fase no Brasileiro é ruim”, lamentou.
Juntando os cacos
O Atlético tenta juntar os cacos para que a fase no Brasileiro não atrapalhe a missão da equipe na Copa Sul-Americana. Na quinta-feira (26), no Mineirão, o Galo enfrentará o Colón, da Argentina, pela segunda partida da semifinal da competição. No primeiro duelo, em Santa Fé, o alvinegro foi derrotado por 2 a 1 e precisa vencer por 1 a 0 ou por dois gols de diferença para avançar para a final do torneio.
Na tarde desta terça-feira (24), o elenco realizará um treino no Mineirão. A expectativa é que Jair, recuperado de lesão na coxa, participe normalmente da atividade.
segunda-feira, 23 de setembro de 2019
Comentário Filipe Choucair Mais 1 vexame
O jogo de ontem foi outro de dar calo nas vistas.
O time do GALO simplesmente nem entrou em campo ao meu ver.
O AVAÍ lanterna do campeonato até antes do fechamento da rodada,deu 1 banho de bola no GALO.
O time do Avaí chegou até cadenciar o jogo,mesmo o CLEITON fazendo uma defesa no lance do penâlti do Avaí que o Leo Silva deu bobeira perdendo denovo para o atacante.
Foi assim quando ele enfrentou o Ricardo Oliveira em 2017 que agora está no GALO e no lance do penâlti do Tijuana pela famosa máscara.
Não escutei a coletiva do Rodrigo Santana ,só vi ele falando que todos estão putos no GALO e pedindo desculpas ao torcedor.
Não adianta está conversinha que não vai convencer pessoalmente e digo mais o GALO já está eliminado ,pois do jeito que está jogando vai fazer igual contra o Jorge Wilstermann em 2017,vai ficar fazendo chuveirinho na área e consagrar a zaga adversária e sair do Mineirão vaiado.
Não adianta o torcedor mais otimista acreditar na classificação a final da sul-americana que o GALO avance se os atletas não quiserem e é isso que está claramente demonstrando pessoalmente.
Mas na hora de ir na coletiva pedir apoio do torcedor ,ou fazer vídeo na TV GALO para o torcedor fazer seu sócio-torcedor seja da categoria GNV BRANCO,GNV PRATA OU GNV PRETO isso eles são ótimos.
No mais é isso.
VIVA O GALO.
Agora, é com a Massa!!!
Publicado 19 de setembro de 2019 às 21:09.
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É HORA DE FAZER HISTÓRIA E LEVAR O GALO À FINAL DA COPA SUL-AMERICANA!!!
O Galo aposta na força da Massa para chegar a mais uma decisão continental. Mais de 41 mil (41.088) ingressos já foram vendidos para o jogo de volta da semifinal da Copa Conmebol Sul-Americana. E você, vai ficar de fora?
A venda de ingressos continua pela internet e nos postos abaixo relacionados.
A partida entre Atlético e Colón (ARG) será realizada na próxima quinta-feira (26/9), às 21h30, no Mineirão.
VENDA ON-LINE
Sócio: COMPRE AQUI
Não Sócio: COMPRE AQUI
PREÇOS
Roxo Superior (Portão B)
GNV Preto +1: R$ 65,00
GNV Preto +2: R$ 130,00
GNV Preto +3: R$ 195,00
GNV Prata: R$ 65,00
GNV Branco / Clubes: R$ 75,00
Não sócio: R$ 150,00
Amarelo Superior (Portão C)
GNV Prata: R$ 30,00
GNV Branco / Clubes: R$ 40,00
Não sócio: R$ 80,00
Amarelo Inferior (Portão C)
GNV Prata: R$ 30,00
GNV Branco / Clubes: R$ 40,00
Não sócio: R$ 80,00
SETORES JÁ ESGOTADOS:
Vermelho Inferior (Portão E)
Laranja Superior (Portão F)
Laranja Inferior (Portão F)
Vermelho Superior (Portões D e E)
VENDA PRESENCIAL DE INGRESSOS
Terça e quarta-feira (24 e 25/9)
10 às 16h - Vila Olímpica
10 às 17h - Labareda, Bilheteria Ismênia do Independência e Lojas do Galo Lourdes, Sion, Centro BH e Betim Centro.
10 às 19h – Lojas do Galo Betânia e Shopping Monte Carmo Betim
10 às 21h – Lojas do Galo Minas Shopping e Shopping Del Rey
Quinta-feira (26/9)
10 às 19h - Loja do Galo Lourdes
10 às 22h15 - Bilheteria norte do Mineirão
OUTRAS INFORMAÇÕES
- Sócio, não se esqueça de levar o seu cartão Galo na Veia ao estádio, ele é o seu ingresso. Ao acessar o estádio, o cartão GNV deverá estar em mãos para visualização do fiscal.
- A entrada sem o cartão somente será permitida em caso de perda/roubo do cartão, mediante a respectiva apresentação do Boletim de Ocorrência, documento original com foto e voucher do ingresso, em nome da pessoa que estiver acessando ao Estádio.
– Os descontos para sócios serão válidos até a véspera da partida, desde que ainda restem ingressos.
– Não há venda de meia entrada para sócios.
– A carga realizada no cartão de sócio dá acesso apenas pelo portão do ingresso adquirido e somente uma vez.
– Para cada jogo, o sócio pode comprar somente um ingresso por cartão.
– O acesso ao estádio é permitido apenas até 15 minutos do segundo tempo.
MEIA ENTRADA - É vendido apenas um ingresso de meia entrada por documento, mediante apresentação dos documentos exigidos no ato da compra e na entrada ao estádio:
Para estudantes: Carteira de Identidade e identidade estudantil.
Para maiores de 60 anos e menores de 12: Carteira de Identidade ou Certidão de Nascimento.
LEI MUNICIPAL 10.942/16: os ingressos gratuitos para crianças são limitados e poderão ser retirados para qualquer setor do estádio, no dia 25/9, das 10 às 17h, na bilheteria Ismênia da Arena Independência.
O responsável legal pela criança deve portar ingresso para o setor solicitado e documento de identificação próprio e da criança. Para sócios, é obrigatória a apresentação do cartão GNV em que foi realizada a compra do ingresso e do voucher da compra do ingresso.
VISITANTE
Venda pela internet: tickethub.com.br
Preço: R$80,00
Portão: B1
Acesso: Mineirinho
No dia do jogo, haverá venda de ingressos para a torcida do Colón, a partir das 17h, na bilheteria do Mineirinho.
Os ingressos também estão disponíveis em todos os postos de venda e também pela internet, no tickethub.com.br, somente para torcedores do Colón que possuem residência no Brasil.
Fábio Santos, o multicampeão: entrevista com o lateral-esquerdo do Galo
Lateral do Atlético fala sobre a carreira, futebol internacional, histórico no clube e momento atual
Lohanna Lima | @superfcoficial
22/09/19 - 07h40
Aos 34 anos recém-completados, o lateral-esquerdo do Atlético, Fábio Santos, tenta alcançar um objetivo pessoal na temporada: a conquista de um dos dois títulos que ainda faltam em sua carreira. De tudo que um jogador pode conquistar atuando no futebol brasileiro, o lateral só não possui a Copa Sul-Americana e a Copa do Brasil no currículo.
Há três temporadas no Atlético, Fábio Santos já foi dono incontestável da posição, tendo sido convocado para a seleção brasileira nos primeiros seis meses jogando pelo Galo. Com a falta de resultados expressivos da equipe nos últimos dois anos, Fábio passou a ser um dos alvos de cobrança dos torcedores. Sereno ao analisar seu desempenho nas últimas temporadas, ele garante tranquilidade para lidar com as críticas que vem sofrendo e demonstra confiança e muita vontade de conquistar o torneio continental – não só pela marca pessoal – mas, também, para marcar seu nome na história do Atlético como marcou no Corinthians ao ser campeão da Libertadores, do Brasileiro e do mundo.
No seu currículo, só falta conquistar a Copa do Brasil e a Sul-Americana. No torneio continental, o Atlético está a dois jogos desse título. Como você se sente, a essa altura da carreira, podendo conquistar mais um título inédito?
Eu tenho pensado bastante na possibilidade dessa conquista por ser um título que eu ainda não conquistei. A Sul-Americana foi meu primeiro torneio pelo São Paulo, em 2003, e fomos eliminados pelo River, nos pênaltis, na semifinal do torneio. É um título no qual estou muito focado em conquistar este ano pelo Galo. Primeiro, pela vontade de ganhar um título importante com a camisa do Atlético e, também, porque a Sul-americana é um torneio que traz muitas coisas boas, como uma vaga à Libertadores, uma disputa de Recopa e de um torneio no Japão. São muitas coisas envolvidas e estamos muito focados em conquistá-la.
Antes de vir para o Atlético, você passou pelo futebol mexicano. Assinou por dois anos, mas jogou apenas uma temporada no Cruz Azul. Como foi essa passagem pelo futebol mexicano e por que decidiu sair antes?
O Corinthians estava vivendo uma crise financeira muito grande e o clube não conseguiu me fazer uma proposta. Surgiu a possibilidade de ir para o Cruz Azul, assinei por dois anos e o primeiro foi muito bom, a adaptação foi rápida e estava jogando bem. Porém, vindo de muitas conquistas com o Corinthians, tinha aquele lado competitivo que todo jogador tem e eu não consegui encontrar isso lá. Tive um problema com um dos treinadores, as ideias não batiam e o grupo estava mais acomodado. Não estava feliz e não tinha dinheiro que fosse me prender lá. Surgiu a possibilidade de voltar para o Brasil para jogar no Atlético e acredito que tenha sido a escolha certa.
Por que o futebol mexicano não é um mercado onde atuam tantos brasileiros se comparar com outros países? E por que esse passo na sua carreira depois de ter sido campeão várias vezes pelo Corinthians? O lado financeiro pesou?
A gente não tem tanto acesso ao futebol mexicano, mas é muito parecido com o brasileiro. O torcedor é muito apaixonado, todo mundo vive o futebol. O campeonato é muito competitivo e é muito bom de jogar. Tem competições bacanas que podem te levar ao Mundial de Clubes. Foi o que apareceu naquele momento e financeiramente pesou bastante. Não pensava em sair do Corinthians naquele momento, mas analisei, falei com o Sóbis e ele passou só coisas boas. Resolvi arriscar, conhecer e não me arrependo. Foi muito bacana o ano que passei lá.
Quando você chegou ao Atlético, o Douglas Santos estava em alta, prestes a disputar a Olimpíada e era titular absoluto. Você veio para o Atlético para brigar por uma posição com ele ou sabia que o jogador poderia ser vendido ainda naquele ano?
Eu vi a maneira como o Galo montou o elenco em 2016, com contratações importantes e um time forte para chegar em todas as competições. Eu não sabia se o Douglas seria vendido. Claro que havia essa possibilidade por ser um jovem que estava se destacando, ia disputar uma Olimpíada e propostas acabariam surgindo. Se fosse jogar ou ficar no banco, isso seria questão do dia a dia, do treinador, mas a maneira como o Atlético vinha montando o elenco foi o que mais me atraiu.
Você quase conseguiu conquistar um dos dois títulos que faltam no seu currículo em 2016, quando o Atlético chegou à final da competição. Você se sente frustrado por ter batido na trave?
O ano de 2106 foi muito especial. Joguei o Campeonato Brasileiro em alto nível. Venho tentando conquistar a Copa do Brasil e naquele ano chegamos à final, mas a equipe do Grêmio era melhor que a nossa, estava melhor preparada e foi superior nos dois jogos. Aceito mais essa derrota porque perdemos para uma grande equipe que, naquele momento, mereceu mais do que a gente.
Nesses três anos de Atlético, o clube passou por muitas transformações, eliminações e resultados abaixo do planejado. Qual o momento mais difícil que você passou no Galo?
Não vou dizer o mais difícil, mas o que lembro com tristeza: foi a saída do Roger Machado. Naquele ano, eu tinha uma expectativa muito grande e certeza de que seríamos campeões de algo grande, se o trabalho não tivesse sido interrompido, teríamos conquistado uma das três competições (Libertadores, Copa do Brasil ou Brasileiro), até porque estávamos vivos nas três quando ele saiu. Lembro com tristeza porque era um ano especial, cortaram o trabalho na metade e isso acabou jogando no lixo o ano em que a gente poderia ter conquistado coisas grandes.
Desde a saída do Roger, vários técnicos passaram pelo Atlético. Como foi para o elenco lidar com tantas mudanças?
Vejo com chateação. Claro que a gente pode ganhar um campeonato trocando o treinador, mas eu acredito ainda na permanência de treinadores capacitados, que conhecem o grupo que tem. A chance de ganhar com um trabalho a longo prazo é maior. Então, quando começa a trocar muito, é ruim para os jogadores, para o clube e foi o que aconteceu nos últimos anos, o que acaba atrapalhando o trabalhando.
Vocês demonstraram muito carinho e respeito não só com o Roger, mas também com o Larghi e agora com o Rodrigo. Como você avalia o trabalho deles?
Sobre o Thiago Larghi e o Rodrigo não é porque eram legais ou queridos, é porque o jogador tem mais consciência, é mais inteligente e ele cobra conteúdo. Da mesma maneira que o treinador cobra qualidade e inteligência dos jogadores para se adaptar ao trabalho deles, nós temos também essa inteligência de saber qual treinador pode trazer coisas boas ou não. No meu modo de vista, foi com o Thiago e com o Rodrigo que nós conseguimos demonstrar um esquema de jogo melhor, brigar com outros grandes times do futebol brasileiro e tomara que o Rodrigo permaneça. A gente sabe que conquistando títulos, aumentam as chances e por isso que estamos tão focados em conquistar um título para termos o Rodrigo com a gente.
Em 2016 e em 2017, você foi dono da posição de forma incontestável. Do ano passado para cá, muitas críticas surgiram em relação ao seu desempenho. Como você vem lidando com a insatisfação do torcedor?
Eu costumo dizer que nunca vi ninguém morrer porque leva vaias (risos). Não é uma coisa que me mata, sei lidar muito bem com isso. Também costumo dizer que jogador bom é o que não joga. O cara que estiver jogando é que vai estar mais exposto tanto para críticas como para os elogios. Eu sou um cara que todo jogo estou no campo e, vai ser sempre assim, vão pegar mais no pé. Tenho minha consciência bem tranquila sobre tudo que posso e tenho feito. Por isso, a importância de conquistar um título para ver se a gente pode ser um pouquinho elogiado também nesse ano tão cheio de criticas.
Você concorda que houve uma queda no seu desempenho ou acredita que seja resultado de um baixo rendimento da equipe no geral?
Não tem como separar uma coisa da outra. Em 2017, foram 64 jogos atuando os 90 minutos. Eu nunca tinha feito isso na minha carreira. Já nos últimos dois anos, foram muitas mudanças e várias formas de pensar. Tem treinador com o qual joguei jogos bons e ruins. Sempre tento ser o mais regular possível, estar presente, é natural que haja essa oscilação.
Sobre ser o cobrador oficial de pênaltis do Atlético, foi algo natural? Você já havia desempenhado esse papel em outros clubes?
Sempre gostei de treinar e bater pênaltis. Quando cheguei ao Corinthians, o Chicão era o batedor e o Tite não gostava que jogadores de defesa fossem cobradores porque ele dizia que, se um jogador de ataque perdesse, era mais fácil se recuperar na partida marcando gol. Lá, os atacantes não gostavam de bater. Tinha Liedson, Sheik e Guerrero. E eu acabei batendo em alguns jogos lá. Não tenho essa vaidade. Aqui comecei a bater após uma sequência de erros, mas se o pessoal do ataque quiser bater não tem problema.
Você completou 34 anos recentemente. Você planeja sua aposentadoria do gramado? Qual vai ser o fator determinante para seguir jogando?
Não é algo que me tira o sono agora. Converso muito com a minha família e com meu amigos e sei que está chegando o fim, mas não quero ficar me massacrando com isso até porque é o que eu faço desde os seis anos de idade. Eu jogo em uma posição complicada, que exige muito. Jogo quase todos os jogos e isso encurta a carreira também. Tenho contrato com o Atlético até o fim do ano que vem e quero cumprir. Posso dizer que vou jogar até 37, 40 anos. Vou espera o término do contrato ano que vem e, a partir daí, pensar no que vai ser no futuro.
Pensa em renovar com o Atlético ou em voltar a defender algum outro clube do passado?
Tudo que eu planejei na minha carreira saiu ao contrário. Acho que não sou bom de planejamento (risos). Estou há três anos e meio aqui. Futebol é complicado. Se não ganha é mais desgastante. De repente, se eu conquistar algo, pode ser que eu renove, mas não penso nisso agora.
Sua passagem pelo Monaco foi muito curta e sem muito destaque. Por quê?
Eu nunca tive sonho de jogar na Europa. Minha família fala que eu gosto de torcida xingando, imprensa reclamando, que é o que mais tem no Brasil (risos). No auge da minha carreira, eu estava no Corinthians, com 24 nos, conquistando tudo o que conquistei e não pensava em largar para jogar em um time mediano da Europa, até porque eu acho que nunca chegaria em um time grande como Real Madrid e Barcelona. Nunca foi uma coisa que fez meus olhos brilharem. Fui pra ficar seis meses no Monaco, foi muito complicado, fiquei sozinho, minha esposa grávida e conheci minha filha só com três meses. O futebol francês não casou com o estilo do meu futebol. Já não tinha o sonho e essa passagem não foi das melhores. Por isso, optei por fazer uma carreira mais longa no Brasil.
Qual a lembrança mais especial que você tem do Mundial em cima do Chelsea?
Aquilo ali é o sonho de qualquer jogador. Em 2005, estava com o São Paulo campeão em cima do Liverpool e eu prometi para mim mesmo poder voltar a viver aquilo como titular. Queria ser protagonista. Nunca imaginei voltar justo no rival e conquistar um título daquele tamanho. Foi o auge da minha carreira. E 2012 foi um ano mágico, é a maior lembrança da minha carreira.
Você consegue ver semelhanças entre a torcida do Atlético e a do Corinthians?
São diferentes. Cada uma sabe o momento certo de criticar e apoiar. A torcida do Corinthians, depois de 2007, quando caiu, não canta nome de jogador, só o nome do clube e não vaia nos 90 minutos. Eu acho isso muito legal. Porque nos 90 minutos todos têm que estar concentrados. Mesmo os experientes, quando vaiados, começam a errar e se desconcentram. Ninguém gosta de ser criticado, vaiado, mas a gente entende o lado.
“O torcedor está p***, e nós também”, diz Rodrigo Santana, após novo revés do Atlético
Thiago Prata
@ThiagoPrata7
23/09/2019 - 22h50
Bruno Cantini/Atlético /
O técnico Rodrigo Santana está p*** com a campanha recente do Atlético no Brasileirão e ciente de que é um dos maiores responsáveis pelo desempenho ruim de sua equipe nas seis últimas rodadas da competição, que culminaram em seis derrotas consecutivas ao Galo. A mais recente, ocorrida na noite desta segunda-feira (23), por 1 a 0, para o Avaí, na Ressacada. Trata-se da maior série de reveses do clube na Era dos Pontos Corridos.
O comandante alvinegro aproveitou a deixar para classificar como “decisiva” a partida desta quinta-feira (26), contra o Colón, não apenas por valer uma vaga na final da Sul-Americana, mas também como um divisor de águas do time no Brasileirão. Por outro lado, a eliminação pode custar o cargo ao treinador.
“É um momento ruim o que estamos passando. Até a penalidade (contra o Avaí) fizemos um primeiro pífio. Depois que o Cleiton a defendeu, reagimos um pouco. No segundo tempo, mudamos, ficamos com um time mais encaixado e buscamos empate a todo momento. Tínhamos a ideia de vir aqui e somar, no mínimo, um ponto, para retomar ao caminho das vitórias no returno. Sabemos que o torcedor está p***, como nós também estamos. Mas quinta-feira precisamos do torcedor”, afirmou.
Além de não jogar a toalha, tem plena certeza de que o cenário voltará a ser positivo a partir desta quinta. “É muito ruim e lamentável fazer parte dessa história derrotas (referindo-se à maior sequência de derrotas do time na Era dos Pontos Corridos). Ninguém está de brincadeira, a fase no Brasileiro está ruim. Contra Inter e Avaí fizemos jogos abaixo, temos consciência disso. Temos esperança de classificar na quinta, e aí teremos um mês antes da final. Poderá ser um período bem mais leve, com dois jogos seguidos dentro de casa para voltar a somar no Brasileiro”, disse ele.
Depois do confronto com o Colón, no Mineirão, o Atlético encara o Ceará, neste domingo (29), e o Vasco no dia 2 de outubro, pelo Brasileirão. Os dois desafios pela Série A serão realizados no estádio Independência.
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