sábado, 29 de julho de 2017
Passou o trator: Botafogo iguala Goiás e vira o maior carrasco do Atlético na Copa do Brasil
Frederico Ribeiro
fmachado@hojeemdia.com.br
26/07/2017 - 21h35 - Atualizado 22h38
Além de marcar presença na semifinal da Copa do Brasil, o Botafogo também somou mais um capítulo negativo na história do Atlético. Se tornou o maior carrasco do clube no torneio de mata-mata nacional, com quatro eliminações, empatado com o Goiás.
No Estádio Nilton Santos, na noite desta quarta-feira (26), o Galo falhou ao tentar manter sua vantagem do jogo de ida (vitória por 1 a 0) e, num placar agregado de 3 a 1, é o Botafogo que irá para a penúltima fase da competição. O time do Rio poderá fazer um confronto doméstico contra o Flamengo, que tem um 2 x 0 para conferir diante do Santos, ainda nesta quarta.
Em 2013, um ano antes de vencer a Copa do Brasil em 2014, o Atlético era campeão da Libertadores e foi eliminado pelo Botafogo nas oitavas da Copa do Brasil. Derrota no Maracanã e empate no Independência. Mas a maior marca que o time de General Severiano deixou quando encontrou com o Galo foi em 2007 e 2008.
Há 10 anos, o Atlético pegava o Botafogo justamente numa quartas de final da Copa do Brasil. Seria eliminado no Maracanã numa eterna reclamação de pênalti. O agora comentarista dos canais Fox Sports, Carlos Eugênio Simon, deixou de marcar uma falta de Alex Bruno em Tchô dentro da área.
No ano posterior, Galo e Botafogo iriam se encontrar. Outra vez nas quartas de final. No ano do centenário, o torcedor alvinegro tinha mais motivos para reclamar que a arbitragem. Perdeu pro 2 a 1 no Rio e deu adeus à competição.
O histórico de eliminações para o Goiás começou nos primeiros anos da Copa do Brasil. Em 1989 e em 1990, o time Esmeraldino de Túlio Maravilha deixou o Atlético comendo poeira nas duas primeiras edições do torneio. Depois, voltou a despachar o Atlético em 2001 e, por fim, teve a quarta eliminação confirmada em 2012, no primeiro ano do Novo Independência.
Adilson reclama de postura do árbitro Sandro Meira Ricci: 'Me chamou de cara de pau'
Frederico Ribeiro
fmachado@hojeeemdia.com.br
26/07/2017 - 22h00
O árbitro Sandro Meira Ricci não teve muito trabalho no duelo entre Botafogo e Atlético na Copa do Brasil, nesta quarta-feira (26), pelas quartas de final da Copa do Brasil. A superioridade dos cariocas para cima do Galo, na vitória por 3 a 0, minimizou qualquer efeito que o apito poderia ter. Mas o juiz não passou ileso e foi acusado pelo volante Adilson de desrespeito.
Adilson, figura bastante perdida na partida no primeiro tempo, foi o único jogador do Atlético a receber cartão amarelo. Reclamou da aplicação e, para a Rádio Itatiaia, revelou a discussão que teve com Meira Ricci, dizendo que foi chamado pelo dono do apito de "cara de pau".
"Tomei cartão amarelo, o árbitro me chamou de cara de pau, que eu estava atrapalhando o jogo. Não sei se ele estava empolgado com o jogo. Eu sou trabalhador igual a ele e mereço respeito. Nunca um árbitro falou assim para mim. Dupla decepção aqui", disse o camisa 21.
Sobre o jogo, Adilson analisou o contexto no qual o Galo está inserido. Para o volante, é momento de reconstrução e que o propósito da partida era achar um gol para garantir a vaga. Algo que não seria possível tendo em vista que o Botafogo fez 3 a 0.
"Difícil, viemos com um proposito para fazer um gol no jogo. Em um, dois dias de trabalho, processo de reconstrução. Jogamos por um gol até o final e não aconteceu. Situação difícil".
Rogério Micale faz 'mea-culpa' na estreia e pede apoio da torcida em momento ruim do Atlético
Frederico Ribeiro
fmachado@hojeemdia.com.br
26/07/2017 - 22h56 - Atualizado 22h58
Rogério Micale esboçou sorrisos, mas não tinha nada a festejar. Talvez uma reação diante do panorama negativo que encontra no Atlético. O novo técnico do Galo assume a equipe e logo no primeiro compromisso, viu a equipe sucumbir diante do Botafogo. Eliminação na Copa do Brasil em derrota de 3 a 0 no Rio de Janeiro. O treinador, mesmo mal tendo chegado para comandar o time, não se eximiu de culpa.
"Eu acho que eu tenho culpa, tenho culpa, que é minha tão igual a deles (jogadores), mesmo sendo meu primeiro jogo. A partir do momento que aceito o desafio desse, eu sabia onde estava entrando, da pressão, da responsabilidade. Mas tenho muita confiança de que vamos sair", disse o comandante alvinegro.
O Atlético deixa a Copa do Brasil para o seu maior carrasco no torneio (ao lado de Goiás, o Botafogo eliminou o Atlético quatro vezes). Agora, resta a recuperação no Campeonato Brasileiro e o fio de esperança na Libertadores. O Galo ainda está vivo nas oitavas, e precisa reverter a derrota de 1 a 0 para o Jorge Wilstermann no jogo de volta, no dia 9 de agosto, em BH.
Micale, neste contexto, sabe que a torcida do Atlético está em estado de descrença e cobrança. Viu o time perder dois jogos seguidos em casa, além dessa eliminação em placar largo para o Botafogo. Mesmo assim, reforçou que somente com a Massa ao lado será possível recuperar o time.
"Sei que o nosso torcedor deve estar extremamente chateado, não só por hoje, mas por tudo que vem acontecendo. Mas eu peço agora o apoio, sei que é difícil pedir isso. Mas se nossos jogadores não forem apoiados, a situação vai dificultar mais. Tem que ter o torcedor do nosso lado. Tentando empurrar os nossos jogadores, ter a confiança e dar respaldo no momento mesmo ruim. Vamos reverter isso jogando futebol", disse.
Mas não é só das arquibancadas que Micale espera uma atitude. O treinador do Galo não se esqueceu que o elenco precisa entender o momento negativo, assimilá-lo e trabalhar para sair deste estado de crise.
"A cobrança vai existir, cada um no seu estágio, mas todos vão ser cobrados, e tem que ser cobrados, assim como eu que cheguei hoje,. Ninguém vai passar a mão na cabeça de ninguém. Não estou aqui para dizer para os meus jogadores que está tudo lindo, maravilhoso. Mas vão achar uma pessoa aqui muito disposta a trabalhar. E eles estão muito desconfortáveis. Pelo que vi e senti do vestiário ali, eles estão muito desconfortáveis. E eu espero uma resposta já contra o Coritiba", completou.
Presidente do Atlético promete cobrança após eliminação: 'O investimento foi alto demais'
Frederico Ribeiro
fmachado@hojeemdia.com.br
26/07/2017 - 23h32 - Atualizado 23h56
O Atlético está vivendo um momento conturbado que fazia tempo que não acontecia. Eliminado da Copa do Brasil, distante da briga do título no Brasileirão, derrotas seguidas. Após os 3 a 0 contra o Botafogo nesta quarta-feira (26), que tirou o Galo do torneio mata-mata nacional, o presidente Daniel Nepomuceno se pronunciou em tom de cobrança.
Para o mandatário alvinegro, a eliminação do Galo no Estádio Nilton Santos foi construída de forma totalmente reprovada. Com tom firme, Nepomuceno disse que a cobrança será grande, "a porrada tem que vir". Outra justificativa para tal insatisfação é que o Galo gastou um bom dinheiro para formar um time com Robinho, Elias, Fred (que estava suspenso e machucado), entre outras estrelas.
"Não pode ser eliminado dessa maneira. Agora a gente tem que dar força para o Micale e resolver tudo internamente. A porrada tem que vir, e a cobrança tem que vir mesmo. O investimento foi alto demais, com jogadores que sabem levantar taça. Agora tem que render mais", disse o mandatário.
O chefe da diretoria do Atlético também comentou sobre o jogo em si, avaliando o 1º tempo como desastroso. O Botafogo já fez o placar que lhe interessava (2x0) nos primeiros 45 minutos de jogo. Além disso, comentou que irá "reavaliar tudo", inclusive a provável saída de Rafael Carioca para o Tigres-MEX.
"Primeiro tempo desastroso. Isso vem acontecendo no ano. No segundo tempo conseguimos equilibrar, mas o que vale é o resultado. Não pode vir e achar normal uma desclassificação dessas", completou.
Luan escuta ameaça após eliminação e diz que agressividade pode o fazer 'pedir pra ir embora'
Frederico Ribeiro
fmachado@hojeemdia.com.br
27/07/2017 - 11h02 - Atualizado 16h23
O meia-atacante Luan é um dos jogadores mais queridos e saudados pela torcida do Atlético. Muito pela característica de seu jogo, mas também pelo momento delicado que vive na carreira, com o joelho sendo um eterno problema. Entretanto, ao fim dos 3 a 0 para o Botafogo na noite de quarta (26), com eliminação na Copa do Brasil, ele foi indagado sobre o efeito de duas ameaças da torcida.
Primeiro, ao dar entrevista na zona mista do Estádio Nilton Santos, um torcedor do Atlético passou acompanhado de policiais e gritou ao camisa 27: '"vamos jogar bola, seu arrombado, vamos invadir o CT, hein?".
Luan tentou se mostrar tranquilo diante deste cenário de crise e pressão que o Atlético vive, algo incomum para ele, que chegou em 2013 ao clube. Mas disse sem meias-palavras que atitudes de violência, de "agressividade" contra ele ou sua família o fariam pedir a saída do clube.
"Eu estou 'de boa', 'de boa'. Estou aqui só para servir o Clube Atlético Mineiro. A partir do momento que alguém da minha família ou eu sentirmos agressividade, eu peço para ir embora. Estamos aqui para honrar as cores do clube, mas infelizmente o outro clube foi melhor hoje. Tentamos de todas as formas, estamos passando por um momento ruim, mas é voltar a vencer".
LEVANTAR A CABEÇA
Luan foi titular do Atlético na partida diante do Botafogo, algo que aconteceu em raras ocasiões desde que operou o joelho em abril de 2016. Não conseguiu ajudar o Galo a se manter na Copa do Brasil e vive uma situação inédita no clube onde tem quase 200 jogos "prestados". Inserido nesta situação conturbada, o meia-atacante analisou que é dever dos jogadores retirar o time alvinegro "da lama".
"Sabia que uma hora viria essa pressão. Mas a culpa é de todo mundo. Só a gente vai poder sair dessa situação. Eu estou 'de boa', infelizmente não saímos com a classificação, tomamos gols logo cedo. A equipe do Botafogo tem qualidade e parabéns a eles pela classificação. É trabalhar e ver onde podemos melhorar rapidamente. É vencer, voltar a vencer no Brasileiro e reverter o placar na Libertadores"
Marcos Rocha comenta sobre interesse do São Paulo: 'Não houve sondagem de ninguém'
Frederico Ribeiro
fmachado@hojeemdia.com.br
27/07/2017 - 13h28 - Atualizado 13h28
O presidente do São Paulo, Leco, foi aos microfones classificar que era "possível" a contratação do lateral-direito Marcos Rocha. Símbolo do Atlético, o próprio jogador se pronunciou abertamente sobre esta questão, e reforçou o que disse o presidente do Atlético, desconhecendo proposta do tricolor paulista.
"Estou tranquilo, vi alguns torcedores falando que eu estou indo embora, que eu pedi para ir embora. Mas quem me conhece, quem tem que saber disso é o presidente, sabe que não aconteceu nada, que não houve sondagem de ninguém. Meu foto é total no Atlético. E, enquanto eu estiver vestindo essa camisa, pode ter certeza que deixarei meu sangue em campo", disse o jogador.
Marcos Rocha entrou em campo diante do Botafogo como sendo o único lateral-direito disponível para o Galo na Copa do Brasil. Tal preocupação não existe mais, uma vez que o clube mineiro foi eliminado. Mas Rocha fez questão de ressaltar que tal especulação não atrapalha seu rendimento, tampouco o comprometimento profissional com o clube no qual já fez história.
"É uma situação chata, porque se acontece algo como aconteceu hoje, vão falar que eu não estou focado, que não quero mais vestir a camisa do Atlético. É ruim, acho que as pessoas que soltam isso na mídia, deveriam buscar, saber mais sobre o que está acontecendo, para que minha situação não fique ruim junto aos torcedores"
Eliminado: rendimento do Atlético na Copa do Brasil, pós-título de 2014, é de apenas 40,4%
Frederico Ribeiro
fmachado@hojeemdia.com.br
27/07/2017 - 17h10 - Atualizado 17h52
Uma eliminação nas oitavas, um vice-campeonato no ano seguinte e agora uma saída nas quartas de final da Copa do Brasil. Os caminhos que o Atlético trilhou no torneio mata-mata após conquistá-lo não foram desastrosos. Entretanto, mesmo tendo chegado à uma final, o clube tem apenas 40,4% de aproveitamento após o título.
Considerando que as vitórias, empates e derrotas teriam o mesmo peso de pontos corridos (três pontos para triunfo, um ponto para igualdade no placar, nenhum no tropeço), o Atlético somou apenas 17 em 42 possíveis. São quatro vitórias, cinco empates e cinco derrotas.
Em 2017, o Atlético perdeu duas e venceu duas, contra Paraná Clube e Botafogo. A derrota para o Fogão, entretanto, foi elástica e tirou a possibilidade de o Galo ser bicampeão. Antes, em 2016, ficou no segundo lugar perdendo para o Grêmio, mas chegou à final com apenas duas vitórias. Passou pelo Juventude nos pênaltis, venceu a Ponte Preta no gol qualificado.
Em 2015, não conseguiu vencer o Figueirense no Independência. Pelo contrário, achou um empate no fim da partida. Depois, perdeu para os catarinenses no Orlando Scarpelli, por 2 a 1, depois de sair na frente do placar.
As vitórias foram apenas contra o Botafogo (insuficiente), diante do Paraná Clube, no Horto; contra o Juventude (1x0) e diante do Internacional, no Beira-Rio.
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