terça-feira, 9 de junho de 2020

Falta pouco: Vasco encaminha venda de Marrony para o Atlético-MG Atacante deve ir para o clube de Belo Horizonte por um valor estimado em R$ 21 milhões de reais. Cruz-Maltino receberia à vista, embora o Galo pague parceladamente. Entenda Marrony - Vasco Marrony vive, muito provavelmente, seus últimos momentos com a camisa vascaína (Foto: Divulgação/ Palmeiras) Felippe Rocha 08/06/2020 12:45 Rio de Janeiro (RJ) A transferência de Marrony para o Atlético-MG está por detalhes. O negócio deverá ser fechado por R$ 21 milhões sendo pagos de forma parcelada, mas o Cruz-Maltino receberá à vista, como sempre desejou, e precisa para aliviar a crise financeira. Na operação, o Galo, sob a força monetária da construtora MRV, negocia com o banco BMG, patrocinador dos dois clubes. Este último ator é quem receberá as parcelas e, ao Vasco, pagará de uma única vez. Marrony já tem bases salariais acertadas com o Atlético-MG. É possível, inclusive, que o atacante abra mão de parte do que lhe é devido pelo Vasco. Ele faz parte do grupo que não recebeu salários em 2020 e também tem direitos de imagem de 2019 em aberto. Atualmente, o Vasco deve, para o elenco: - Fevereiro, março e abril para os jogadores que recebem salários mais baixos - As quatro folhas salariais de 2020, para jogadores de salários mais elevados - Uma parte de março e abril, para funcionários que recebem até R$ 1.800. - Parte de janeiro, parte de fevereiro, março e abril para funcionários que recebem mais de R$ 1.800. - Valores de quase um ano relativos a direitos de imagem ou pagamentos a pessoa jurídica. Marrony, de 21 anos completados em fevereiro, estreou no time profissional em 2018. Pedido do técnico atleticano Jorge Sampaoli, ele soma 82 jogos e dez gols pela equipe principal.
Veja o que o Vasco avalia para selar negociação de Marrony com o Galo Busca por amenizar problemas financeiros, desafio de compensar perda de sua promessa... Há muito em jogo! Tratativas seguem e desfecho pode acontecer já nesta segunda-feira RESENDE X VASCO - Marrony LANCE! 08/06/2020 07:30 Rio de Janeiro (RJ) O mistério em torno do futuro de Marrony passa pela luta para o Vasco se equilibrar minimamente. Prestes a encarar mais um ato da sua negociação com a diretoria do Atlético-MG, o mandatário cruz-maltino, Alexandre Campello, destacou o que está em jogo em relação a uma possível saída do camisa 7 da Colina. - Eu disse que não adianta vender o jogador e não obtermos recursos para o que temos mais dificuldade no momento, que é a questão financeira. Além de não me beneficiar, eu vou perder esportivamente. Por isto, para que se concretize a venda do atleta, a gente tem de ter algum benefício financeiro - afirmou, à Rádio Tupi. O Galo já acertou as bases salariais com o jogador de 21 anos. Entretanto, a concretização do acordo esbarra na forma de pagamento. O Atlético-MG estaria disposto a parcelar a quantia de 3,5 milhões de euros (cerca de R$ 20 milhões) por Marrony, enquanto a cúpula vascaína só aceita este pagamento à vista. Campello despista ao falar sobre a possibilidade do negócio ser fechado nesta segunda-feira. - Talvez. Negociação é negociação... Estamos conversando, cheguei a falar com o (diretor de futebol) Alexandre Mattos e o próprio (presidente do Atlético-MG) Sérgio Sette Câmara. É só conseguirem um mecanismo para que o dinheiro já entre neste primeiro momento - destacou. O risco de o Cruz-Maltino não dar o devido valor ao camisa 7 também passa pelo campo. Mesmo com um início de 2020 no qual passou em branco em 13 partidas, Marrony segue visto como uma válvula de escape para formar a linha de frente ao lado de Talles Magno e Germán Cano. Ramon Menezes, efetivado em meio à paralisação das competições, já teria na retomada das competições a missão de encontrar outra solução para dar solidez ao ataque cruz-maltino sem o jogador de 21 anos. Já na Colina, o início promissor e o fato de ser um atacante veloz que pode ser lapidado fazem com que o jovem se torne valioso para uma eventual transferência, ainda mais com o clube mergulhado em problemas salariais. Com muito em jogo, o Cruz-Maltino terá um início de semana com contornos decisivos nos bastidores. - Vamos voltar a conversar segunda-feira (hoje) para ver se tudo fica acertado - disse Alexandre Campello.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Atlético-MG acumula prejuízo em parceria de oito anos com Independência Atlético-MG adotou o estádio Independência como casa em 2012, ainda na gestão de Alexandre Kalil - Bruno Cantini/Atlético-MG Atlético-MG adotou o estádio Independência como casa em 2012, ainda na gestão de Alexandre Kalil Imagem: Bruno Cantini/Atlético-MG Thiago Fernandes Do UOL, em Belo Horizonte 04/06/2020 04h00 Resumo da notícia O Atlético-MG voltou a ter um ano deficitário na parceria com o estádio Independência A sociedade se iniciou em 2012, durante a gestão de Alexandre Kalil, e nunca apurou resultado positivo O clube não dá detalhes, como de praxe, mas voltou a informar contas que teve prejuízo com o local no ano passado. O Galo é sócio participante da SCP (Sociedade em Conta de Participação) Arena Independência e tem direito a 50% dos resultados líquidos obtidos na parceria, conforme descrito nas demonstrações do resultado do último exercício. Contudo, desde o início da atividade, nunca houve lucro. O documento informa que "em 2019 e 2018, não foram apurados resultados positivos.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Atlético-MG convoca 22 jogadores das categorias de base e monta time de "sparring"; veja nomes Atletas aguardam resultados de exames de Covid-19 e vão iniciar trabalhos na Cidade do Galo com o treinador Leandro Zago; grupo ficará à disposição para treinos de Jorge Sampaoli Por Guilherme Frossard — Belo Horizonte 01/06/2020 19h25 Atualizado há 3 dias O elenco profissional do Atlético-MG retomou os treinamentos no dia 19 de maio, e o clube ainda não tem previsão para retorno das categorias de base e da equipe feminina. Mas há um grupo de jovens jogadores que já foi convocado para retornar. É que o Galo está montando um time de "sparring", que nada mais é que uma reformulação da equipe de transição. Com coordenação de Leonardo Silva, a equipe tem Leandro Zago como treinador e terá 22 atletas, que iniciam treinos nos próximos dias (veja a lista no fim da matéria). Os 22 já foram convocados para exames de Covid-19 e, estando tudo certo, iniciarão trabalhos no mesmo formato do time principal: em grupos reduzidos, respeitando todos os protocolos necessários em função da pandemia. Funcionará assim: no dia a dia, a comissão técnica de Leandro Zago será responsável pelos garotos, mas eles estarão constantemente à disposição de Jorge Sampaoli, que pode solicitar reforços da equipe de "sparring" sempre que quiser. Um dos auxiliares do argentino ficará em constante comunicação com o time de transição. Sérgio Sette Câmara e Leonardo Silva na Cidade do Galo — Foto: Guilherme Frossard Sérgio Sette Câmara e Leonardo Silva na Cidade do Galo — Foto: Guilherme Frossard Neto (que era volante e migrou para a lateral direita), o meia Guilherme Castilho e o atacante Felipe Felício já haviam sido convocados. Eles se unem ao grupo de 22 atletas. Por outro lado, dois jogadores que faziam parte da equipe de transição seguirão com o grupo de Jorge Sampaoli: o goleiro Matheus Mendes e o zagueiro Gustavo Henrique. Gustavo Henrique seguirá fazendo parte do time profissional do Atlético — Foto: Pedro Souza/Atlético Gustavo Henrique seguirá fazendo parte do time profissional do Atlético — Foto: Pedro Souza/Atlético A reformulação da equipe de transição já era uma tendência desde o início do ano. Ao contrário do grupo da última temporada, o novo elenco da transição tem atletas em idades mais variadas. O mais novo é Sávio, atacante de apenas 16 anos. Os mais velhos são nascidos em 1999 e já "estouraram" a idade de sub-20 (Vitor Mendes, Léo Griggio, Adriano, Alessandro Vinícius e Guilherme Castilho). Veja, abaixo, a lista completa. Novo time de transição do Atlético (ano de nascimento) Goleiros: Jean (2000) e Cristian (2002) Laterais-direitos: Neto (2002), Talisson (2000) e Claudinho (2000) Lateral-esquerdo: Kevin (2000) Zagueiros: Vitor Mendes (1999), Léo Griggio (1999) e Isaque (2001) Volantes: Adriano (1999), Matheus Stockl (2000), Iago Campos (2000) Meias: Alessandro Vinícius (1999), Wesley (2000), Guilherme Castilho (1999) e Calebe (2000) Atacantes: Echaporã (2000), Sávio (2004), Luciano (2000), Guilherme Santo (2001), Felipe Felício (2002) e Giovane (2001)
Atlético-MG concentra investimento em volantes e gasta R$ 35 milhões em um ano Dos últimos sete grandes investimentos, quatro foram em volantes; "sina" com machucados e dificuldade de adaptação de Martínez ajudam a explicar Por Guilherme Frossard e Guilherme Macedo — Belo Horizonte 05/06/2020 03h03 Atualizado há 6 horas Considerando um período de um ano, desde junho de 2019 até o presente momento, o Atlético-MG fez 14 contratações, já considerando Léo Sena e Alan Franco. Dessas, sete foram sem custo ou com valores "baixos" (inferiores a R$ 2 milhões): Franco Di Santo, Wilson, Hyoran, Maílton, Dylan Borrero, Diego Tardelli e Rafael. A outra metade custou caro (no mínimo R$ 2 milhões cada uma). E, dos sete altos investimentos feitos pelo Galo, desde o meio do ano passado, quatro foram em volantes. Os sete "itens caros" no carrinho de compras do Atlético foram: Lucas Hernández, Ramón Martínez, Allan, Guilherme Arana, Savarino, Léo Sena e Alan Franco. Vale lembrar que esta reportagem considera apenas o custo da compra, e não valores gastos com salários. Só com Martínez, Allan, Léo Sena e Alan Franco foram gastos mais de R$ 35 milhões (valor aproximado e considerando o momento do fechamento de cada negócio). A "volância" é a posição na qual o Galo mais investiu nesse período. Allan em ação no clássico contra o Cruzeiro — Foto: Douglas Magno/BP Filmes Allan em ação no clássico contra o Cruzeiro — Foto: Douglas Magno/BP Filmes Custo detalhado e aproximado de cada um Ramón Martínez: R$ 8,7 milhões Allan: R$ 16,3 milhões Léo Sena: R$ 4 milhões Alan Franco: mais de R$ 6 milhões (valor preciso não revelado) Dos quatro, dois (Léo Sena e Alan Franco) ainda estão chegando ao clube. Allan, que chegou neste ano (comprado do Liverpool), tem status de titular absoluto. A decepção - pelo menos até aqui - é Ramón Martínez. O Galo desembolsou aproximadamente R$ 8,7 milhões na compra do volante, mas ele jogou pouquíssimo e foi até liberado da reapresentação dos atletas na Cidade do Galo no retorno aos treinos pós-quarentena. Apesar disso, o paraguaio ainda pode ser reintegrado, e o Atlético tem esperança de recuperar o prejuízo. O alto investimento em volantes, especialmente na contratação dos dois últimos (Léo Sena e Alan Franco), também tem a "sina dos machucados" como uma das explicações. O Galo tem convivido com frequentes lesões de Gustavo Blanco (desde 2018) e Jair (desde 2019), dois potenciais titulares. Nenhum deles tem previsão de retorno, e o Galo teve que ir com mais firmeza ao mercado. Explicação tática Com os reforços recém-contratados, o Atlético terá, em caso de recuperação dos lesionados, cinco volantes no elenco (Allan, Jair, Gustavo Blanco, Léo Sena e Alan Franco). Isso sem considerar as possibilidades de reintegração de Martínez, de improvisação de Nathan e de ascensão de algum garoto do time de "sparring". Dois fatores ajudam a explicar a formação do grupo rico em opções no setor. O primeiro é Gustavo Blanco. Em função das três lesões graves em sequência, o Atlético, na avaliação interna, entende que o futuro do volante é uma incógnita. O clube deposita muita esperança no jogador, mas não sabe quando ele terá totais condições de jogos sequenciais e, por isso, não pode depender dele. A outra explicação é tática e tem a ver com o modelo de jogo de Jorge Sampaoli. Um dos esquemas preferidos pelo técnico é o 4-3-3. Nessa formação, o meio-campo é formado por um volante mais recuado (teoricamente, Allan e Jair concorrem) e outros dois jogadores mais avançados, que também levam o time ao ataque. Caso ele repita esse esquema, muito usado no Santos, por exemplo, o time pode ter, na prática, três volantes jogando juntos. Mas, apesar de as primeiras contratações da "era Mattos e Sampaoli" serem volantes, o Galo está no mercado em busca de, no mínimo, um zagueiro e um atacante. O Vasco tem uma proposta nas mãos, do Atlético, por Marrony.
Vasco recebe proposta do Atlético-MG por Marrony e analisa venda Clube mineiro investe no atacante de 21 anos, pedido de Jorge Sampaoli, e Cruz-Maltino analisa valores e condição. Crise financeira em São Januário pode pesar na negociação Marrony - Vasco Aos 21 anos, Marrony pode não vestir mais a camisa vascaína quando a bola rolar (Foto: Divulgação/ Palmeiras) Anderson Gonçalves e Felippe Rocha 04/06/2020 14:55 Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ) O atacante Marrony pode estar vivendo os últimos momentos pelo Vasco. O jogador e o clube têm em mãos uma proposta do Atlético-MG, e uma resposta deve ser dada em breve. A informação foi publicada originalmente pelo site Globoesporte.com e confirmada pelo LANCE!. O L! apurou também que as partes buscam um entendimento sobre o melhor formato para a negociação ser consumada. Em grave crise financeira, o Cruz-Maltino vê na venda de atletas uma forma de minimizar os atrasos de salários. Já são meses de salários atrasados e quase um ano de direitos de imagem. Do lado atleticano, a construtora MRV vem investindo em reforços junto ao clube. Já foram contratados, nos últimos dias, o meia Alan Franco e o volante Léo Sena. O L! também apurou que Marrony faz parte da lista de desejos do técnico Jorge Sampaoli. O atacante já vinha sendo sondado pelo clube mineiro desde o fim do ano passado. Embora valores não sejam revelados, a proposta é de compra e deve ser consumada à vista. Aos 21 anos, Marrony é considerado um dos principais ativos do momento vascaíno. Embora titular, o principal lado de atuação, revelado pelo próprio em entrevista recente, é o esquerdo. Este setor é ocupado por Talles Magno, mais novo e atual titular. Marrony vinha se posicionando mais à direita. O Vasco tem 70% dos direitos econômicos de Marrony. O contrato dele vai até 2023 e a multa rescisória passa dos € 30 milhões.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Sociedade entre Atlético e BWA nunca registrou lucro na exploração do Independência Desde 2012, quando a parceria começou, Galo nunca recebeu repasses Thiago Madureira /Superesportes postado em 01/06/2020 06:00 / atualizado em 01/06/2020 09:22 Facebook Twitter A parceria entre Atlético e BWA/LuArenas não obteve resultado financeiro positivo em mais um ano de contrato de exploração do Independência. Desde 2012, quando a sociedade começou, não foi registrado repasse para o Galo. O balanço do clube deste ano diz que "o Atlético é sócio participante da SCP Arena Independência, cabendo-lhe 50% dos resultados líquidos obtidos na referida SCP - Sociedade em Conta de Participação. Em 2018 e 2019, não foram apurados resultados positivos". A Sociedade em Conta de Participação (SCP) é quando duas ou mais empresas se reúnem, sem firma social, para lucro comum em uma determinada operação. A BWA/LuArenas é o chamado sócio ostensivo, que exerce a administração plena da sociedade. O Galo receberia repasse caso houvesse lucro na operação. Contudo, a administração do Independência tem registrado déficit ano a ano, como explica Helber Gurgel, gerente de operações e segurança da Arena Independência. "Nós temos um contrato de sociedade com o Atlético, no qual o clube é o conteúdo, o que leva o espectador para dentro do estádio. Em tese, o que aconteceria: no final do balanço do estádio, o lucro, tirando o que deveria pagar para o governo e para o América, seria uma parte para o Atlético. Como não há lucro, o Atlético não apurou lucro. O balanço da Arena Independência também foi negativo", disse Gurgel, em contato com o Superesportes. "Nós não conseguimos fechar no azul porque não há evento suficiente para aumentar o faturamento", acrescentou. Administradora da Arena Independência, a BWA/LuArenas tem enfrentado dificuldade de fechar o balanço com resultado positivo mesmo contando com jogos do Atlético. O clube alvinegro, contudo, está construindo a Arena MRV e prende se mudar para a casa nova em 2022. Isso pode dificultar ainda mais a gestão do Horto. "A gente tem que buscar uma saída para tornar o equipamento viável. Primeiro, a gente tem que esperar para ver onde os clubes vão mandar os jogos. Com a mudança do Atlético para seu novo estádio, a gente deve ficar só com o América com jogos no ano todo. Dessa forma, sobra tempo para outros tipos de eventos", afirmou Gurgel. O Independência, contudo, está longe de ser considerado local ideal para grande eventos, como concertos de música e exposições. O estádio fica em um bairro residencial, com casas bem ao lado e ruas estreitas, tem estacionamento reduzido e não dispõe da mesma estrutura, por exemplo, que o Mineirão, que recebe shows na esplanada, além de contar com espaço comercial, com bares e loja. Dívidas Segundo apurou a reportagem, a BWA/LuArenas ainda mantém dívidas com o governo de Minas Gerais e o América. Como prevê o contrato de licitação, a administradora do estádio, BWA/LuArenas, deve repassar ao governo de Minas os 10,58% de sua receita bruta mensal. O América tem direito à metade desse percentual, mas esse valor não vem sendo pago ao clube. Em dezembro do ano passado, o presidente do América, Marcos Salum, revelou que a empresa devia ao clube R$ 6 milhões. “Nós estamos com mais ou menos R$ 6 milhões para receber de repasse do Independência. Como o contrato é feito com o Governo do Estado e não com a Arena, a Arena tem que pagar o Estado e o Estado nos pagar. Como a Arena não está pagando o Estado, e existe um imbróglio jurídico disso, nós notificamos o Estado mais de uma vez, três vezes já, cobrando do Estado esse repasse, porque nós não temos como cobrar da Arena efetivamente", afirmou Salum, no fim do ano passado. Contrato No dia 18 de janeiro de 2012, Atlético e a BWA firmaram contrato de parceria para exploração comercial do Estádio Independência. A empresa foi a vencedora da licitação aberta em 2011 pelo governo de Minas Gerais, responsável pela reconstrução do estádio do Horto. Como a participação de clubes ou dirigentes na administração do estádio está proibida no edital, o tema gerou grande polêmica, principalmente com os rivais América e Cruzeiro. O Atlético tem direito a 45% do lucro, assim como a BWA. O América, antigo administrador do estádio, ficaria com 5%, mesma porcentagem que teria direito o governo de Minas, que investiu na reconstrução do Independência e tem o controle sobre o local por 20 anos. Então presidente do Atlético e hoje prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, disse naquela ocasião que o Galo investiria no estádio. "O Atlético vai colocar por baixo R$ 8 milhões de investimento no estádio, é o mínimo que pode exigir, porque vai jogar com a torcida engolida no canto, porque o América é o detentor e tem seus direitos preservados. O Atlético está botando dinheiro lá, é um negócio", afirmou o ex-dirigente, em 2012. Kalil acreditava que o contrato deixaria o Atlético mais rico. "O que o Atlético fez foi simplesmente tornar viável o futebol. O Atlético é detentor de 45% de toda a renda do Independência, em qualquer jogo, exceto o do América, que tem seu contrato particular com o governo. O Atlético trabalhou duro e certo, consultando os órgãos todos. A BWA estava na praça e quem não quis agarrar é porque não pensou lá na frente. Já somos o time mais rico de Minas Gerais e vamos ficar mais ainda", disse, em 2012.