sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Missão 'Tardelli no Galo': conversa com Marques, investidor e 'questão de números' Frederico Ribeiro Hoje em Dia - Belo Horizonte 31/01/2019 - 00h20 - Atualizado 00h30 Divulgação / O futebol dentro de campo, para Diego Tardelli, por enquanto, é como torcedor do irmão Juninho no Campeonato Catarinense pelo Marcílio Dias. Mas, no desejo do Atlético, DT9 já estaria treinando na Cidade do Galo. Tudo isso, entretanto, é uma longa estrada com alguns quilômetros percorridos. O primeiro foi a ligação do diretor de futebol Marques ao ex-companheiro de ataque nos anos 2009 e 2010 na última terça-feira. Entre as conversas mais triviais entre dois amigos da bola, o papo de volta ao Atlético. O diretor deixou claro o desejo do Galo em repatriar Tardelli, muito também por ter viso a entrevista do jogador à CBF - quando disse que ficar na China não é prioridade. Não ficou nada definido, apenas a batalha do Atlético de oferecer valores condizentes com que Diego Tardelli toparia para voltar ao Brasil. Na China, as cifras são totalmente incompatíveis com a realidade do futebol brasileiro. Essa será a grande engenharia no Galo no caso. Ser capaz de montar uma proposta contratual atrativa. "Questão de números", é assim que trabalha a diretoria do Galo, segundo apurou Hoje em Dia. Para cuidar desta questão do investimento, o Atlético terá a ajuda de um investidor, que tende a ser um dos parceiros contumazes do Galo. O jogador de 33 anos foi vendido pelo Galo ao Shandong em janeiro de 2015, em pedido especial do atleta, ao custo de 5,5 milhões de euros. Marques e Tardelli já haviam conversado sobre a possibilidade de volta em dezembro, mas naquela época, o camisa 9 queria ficar na China, onde tinha ofertas de clubes que, aparentemente, não vingaram. Diego Tardelli está livre no mercado desde que saiu do Shandong Luneng. Poderia assinar com o Atlético a qualquer momento. Mas, para chegar e estrear na Libertadores, o prazo é bastante curto. Ele não atua desde dezembro, e o Galo estreia na competição na próxima terça-feira (5).
Pra 'Jair' se acostumando? Com golaço por cobertura, volante Jair é ovacionado no Horto Frederico Ribeiro Hoje em Dia - Belo Horizonte 30/01/2019 - 23h40 Reprodução/TV Globo / A expulsão de Adilson no clássico diante do Cruzeiro deu a oportunidade para o volante Jair ser escalado como titular do Atlético diante da URT, nesta quarta-feira (30). E o camisa 88 foi acima do esperado. Jogou bem na função de proteger e a zaga e deixou o jogo com o golaço da noite. Seguro, ao lado de Elias, o jogador contratado pelo Sport Recife marcou o terceiro gol do Atlético, no início do segundo tempo. Ele recebeu a bola e passou pela marcação com um drible da vaca. Para completar, "congelou" o goleiro adversário com uma finalização de cavadinha. Ao comemorar o gol, Jair demonstrou bem o que estava sentindo. Correu para a lateral do gramado, se ajoelhou e colocou a mão no rosto. O jogador surge como peça de Levir Culpi para o setor mais disputado do Atlético. Na "volância", o Galo conta com Adilson, Elias, Zé Welison, Gustavo Blanco, Lucas Cândido e Neto, além do autor do golaço da noite. Jair, inclusive, foi substituído pouco depois do jogo e foi recebido com aplausos e grito de seu nome pela torcida do Atlético na beira do gramado. Estreia como titular, e de forma praticamente perfeita.
Com golaço, doblete de pastor e erros da arbitragem, Atlético goleia a URT por 4 a 0 Frederico Ribeiro Hoje em Dia - Belo Horizonte 30/01/2019 - 23h20 - Atualizado 23h24 A história da segunda vitória do Atlético no Campeonato Mineiro 2019, diante da URT, será contada inevitavelmente com o destaque negativo da arbitragem. O Galo jogou de forma solta e mereceu vencer, mas o placar de 4 a 0 esconde gols irregulares de Ricardo Oliveira e Chará; e um outro tento da URT, mal anulado. Com o time titular, só Jair no lugar do suspenso Adilson em relação ao time que empatou com o Cruzeiro, o Galo massacrou a área da URT desde o início de jogo. Mas foi de longe que abriu o placar. Jair sofreu a falta e Ricardo Oliveira cobrou no canto do goleiro de Patos de Minas, para balançar as redes. O Pastor, artilheiro do Campeonato Mineiro, terminaria a noite com um doblete de categoria. Ainda que extremamente impedido, recebeu de Cazares, deixou a linha de defesa passar e chutou de perna esquerda, no mesmo canto do gol de falta. A defesa da URT parou no lance, pedindo justamente o impedimento. No início do segundo tempo, o Galo faria uma pintura de gol. Jair recebeu na entrada da área e fez o lance mais bonito da noite. Drible da vaca na marcação e tapa de cobertura. Coisa linda. O jogador se ajoelhou, incrédulo com a façanha. Quando saiu de campo, substituído, foi ovacionado pela torcida. A URT, entretanto, fez por merecer um placar menos dilatado nesta etapa do jogo. Em cobrança de escanteio, a zaga do Atlético saiu errado e deixou Kaio Wilker sozinho. O camisa 10 desviou para dentro do gramado, mas o bandeira que não viu o pastor na banheira, assinalou o impedimento inexistente. O lado ruim para o Atlético foi a expulsão de Iago Maidana, de forma desnecessária. Ele, já amarelado, chutou a bola após falta marcada pela arbitragem e deixou o gramado mais cedo. Não enfrentaria mesmo o Guarani-MG no sábado. Deixou o campo pedindo desculpas a Levir e à torcida. Para acabar a noite em goleada, Chará, que havia mudado de lado com Luan e jogado na ponta direita, recebeu sozinho dentro da área e fuzilou o canto direito do goleiro da URT. Só que o colombiano estava impedido. Noite de gala para o Galo, noite de pesadelo para a arbitragem. FICHA TÉCNICA Atlético 4x0 URT Atlético: Victor; Patric (Guga), Iago Maidana, Igor Rabello e Fábio Santos; Jair (Neto) e Elias; Luan, Cazares e Chará e Ricardo Oliveira (Leandrinho). Técnico: Levir Culpi URT: Marcão, Douglas Maia, Gladstone, Marcos Vinícius e Djalma Silva; Derly e Rodney, Patrick Recife (Jonathan), Kaio Wilker (Juninho Potiguar), Reis e Carrara (Everton). Técnico: Sidney Moraes. Gols: Ricardo Oliveira, aos 24 minutos e aos 31 minutos do primeiro tempo; Jair, aos 9 minutos do segundo tempo e Chará, aos 40 minutos do segundo tempo. Arbitragem: Felipe Fernandes de Lima, auxiliado por Luiz Antônio Barbosa e Douglas Almeida da Costa Cartões amarelos: Jair, Iago Maidana, Patric e Elias (CAM); Jonathan (URT) Cartão vermelho: Iago Maidana, aos 35'/2ºT (CAM) Público: 11.124 torcedores Renda: R$ 100.913,00
Há 50 anos: Atlético empatava com Seleção Húngara, reforçada com atacante 'Bola de Ouro' Henrique André e Frederico Ribeiro Hoje em Dia - Belo Horizonte 30/01/2019 - 21h33 - Atualizado 21h44 Reprodução/Jornal do Brasil / A Hungria não era a mesma das lendas Púskas, Czibor e Kócsis. Mas ainda detinha um craque europeu na sua linha. Com Florián Albert no ataque, o selecionado europeu enfrentava, há exatos 50 anos, o Atlético no Mineirão. Empate amistoso de 2 a 2, com gols de Amauri e Lola, num 30 de janeiro de 1969. O Galo, diante de 40 mil pagantes, mostrou "a fibra de sempre", segundo destaque do Jornal do Brasil do dia seguinte (31 de janeiro). Muito por conta do fato de ter terminado o primeiro tempo perdendo por 2 a 0 e, no segundo tempo, se recuperado para empatar o jogo. No fim, o próprio Albert foi expulso de campo após entrada dura. "Aos 28 minutos, Alberto foi expulso de campo após entrada violenta em Lola. Saiu de campo sob vaias", informou o Jornal do Brasil, lembrando também que o empate do Atlético aos pés de Lola fizeram os húngaros adotarem um jogo mais físico e violento. Apesar da participação negativa no Mineirão, Albert se aposentaria dos gramados como lenda da Hungria. O maior jogador do país após a geração assombrosa de Púskas. Seria medalha de bronze em 1960, depois alcançaria a artilharia da Copa do Mundo de 1962 no Chile. Quando enfrentou o Atlético, já havia sido campeão da Taça das Feiras (percursora da Liga Europa) pelo único clube que defendeu na carreira - Ferencváros. Ainda conquistou a artilharia da Liga dos Campeões em 1966 e novamente artilheiro da Taça das Feiras do ano seguinte, o seu principal como jogador. Ao fim de 1967, se tornaria o único húngaro vencedor da Bola de Ouro da France Football, o mais prestigiado prêmio individual do futebol antes do prêmio de melhor do mundo da Fifa. Nas suas aventuras ao Brasil, quase jogou no Flamengo, treinando alguns dias na Gávea. A escalação do Atlético tinha futuros campeões do brasileiro de 1971 e era comandado pelo polêmico e vencedor Yustrich. O time: Mussula; Vânder, Grapete, Djalma Dias e Cincunegui (Oldair); Vanderlei Paiva e Amauri Horta; Ronaldo, Vaguinho, Lola (Lacy) e Tião - Tec: Yustrich
Ponte levanta suspeita de 'jeitinho' do Galo por Emerson, vice rebate: 'Contrato será cumprido' Frederico Ribeiro Hoje em Dia - Belo Horizonte 30/01/2019 - 19h47 - Atualizado 19h50 O lateral Emerson tem chances de ser negociado pelo Atlético ao futebol da Espanha numa venda casada ao Bétis e ao Barcelona. O Galo, que não comenta oficialmente a possibilidade de trasação, foi alvo de uma suspeita com moldes de denúncia por parte da Ponte Preta, interessada no assunto. A Ponte detém 12.5% do montante de uma venda do jogador de 20 anos, caso ela aconteça até 28 de fevereiro. Em nota oficial no site, publicada no sábado, a Macaca chegou a ressaltar que estava se resguardando contra um possível "jeitinho" do Galo. Isso porque o alvinegro mineiro poderia costurar uma negociação envolvendo empréstimo com compra obrigatória nesta janela europeia que vence na quinta (31) e não ter de repassar 12,5% ao time de Campinas. "Tudo está muito bem amarrado contratualmente e, como a imprensa está noticiando, o negócio está prestes a ser fechado. Porém temos indícios de que o Atlético está tentando burlar o contrato, algo que não podemos nem vamos admitir. Nosso Jurídico já está acionado e providências serão tomadas neste sentido", afirmou José Armando Abdala Jr, presidente da Macaca. O Atlético, por sua vez, respondeu as indagações da Ponte. Ao Hoje em Dia, o vice-presidente do Galo, e ex-diretor jurídico do clube, afirmou que, se não houver no contrato entre Galo e Ponte uma regra de repasse dos 12.5% do total em caso de empréstimo, não adiantaria a Ponte Preta "espernear". "Se o contrato prevê que empréstimo não tem direito, isso é contrato e regra. É muito simples. Tanto é que no caso do Huachipato, do Otero, é empréstimo e eles nem exerceram a opção de compra (Al Wehda). É empréstimo, e se não tiver previsão contratual, não h´á direito"."Se o contrato prevê que empréstimo não tem direito, isso é contrato e regra. É muito simples. Tanto é que no caso do Huachipato, do Otero, é empréstimo e eles nem exerceram a opção de compra (Al Wehda). É empréstimo, e se não tiver previsão contratual, não há direito", afirmou o advogado. Além disso, Lásaro destacou que a possibilidade de empréstimo é uma informação apenas divulgada pela parte da Ponte Preta, tratando o teor das informações no site como "especulação". Veja na íntegra a nota da Ponte aqui.
Danubio promete ingressos acessíveis e convida atleticanos: 'Que venham bastante' Henrique André Hoje em Dia - Belo Horizonte 30/01/2019 - 16h04 - Atualizado 17h27 "Venham em grande quantidade". Este foi o pedido do presidente do Danubio, Jorge Lorenzo, feito aos torcedores do Atlético, adversário do time uruguaio no dia 5 de fevereiro, no primeiro duelo da segunda fase da Pré-Libertadores. Bastante atencioso, o dirigente atendeu a reportagem para falar sobre o preço dos ingressos. No Brasil, circulava nas redes sociais que os bilhetes poderiam custar 100 dólares (R$ 370). "Nãoooo! Custarão aproximadamente de 13 a 15 dólares (R$ 48 a R$ 55). Durante a rápida ligação, Lorenzo perguntou quantos atleticanos devem ir ao Uruguai para acompanhar a estreia no torneio mais importante da América do Sul. Ao tomar conhecimento que este número pode chegar a mil, mil e quinhentos (palpite), vibrou e garantiu que todos estarão seguros. "Já estamos coordenando um esquema oficial para receber os brasileiros, junto com os oficiais de segurança", garantiu.
Imprevisibilidade: quase perfeito, lateral Fábio Santos é desafio para goleiros nos pênaltis Frederico Ribeiro Hoje em Dia - Belo Horizonte 30/01/2019 - 07h01 Diante do Cruzeiro, uma responsabilidade já habitual para o camisa 6. Precisa salvar o Atlético de um resultado ruim no papel de cobrador oficial de pênal-tis do time. Diante do xará goleiro, Fábio Santos empatou o clássico ao chutar rasteiro, no meio. Local inédito de um total de 11 cobranças e 10 acertos para o lateral-esquerdo. Hoje, o Atlético volta a campo diante da URT, no Independência (21h30), pela quarta rodada do Estadual. O time de Patos foi uma das duas vítimas que Fábio Santos fez fora da marca da cal - a outra foi o América. São 12 gols e 145 jogos pelo Galo, que tem tudo para superar o Corinthians na história do “carequinha”, tanto em número de jogos (fez 214 no Timão, 68 a menos), quanto em gols marcados (anotou 14 pelo time paulista). O único erro do “imprevisível” Fábio Santos no Atlético foi perante o Fluminense, quando o Galo perdeu por 1 a 0 no Engenhão e o lateral acertou a trave na cobrança de pênalti. Dos 10 chutes certos, ele só repetiu a cobrança por duas vezes, ao optar pelo chute rasteiro no canto direito contra São Paulo e Chapecoense, e no canto esquerdo, diante de Flamengo e Corinthians. Sem padrão de cobrança no momento crucial, Fábio surgiu como o batedor oficial justamente depois de erros sucessivos do ataque alvinegro em 2017, a começar por Fred, curiosamente, autor do gol de pênalti do Cruzeiro no último domingo. Aos 33 anos, com contrato até o fim de 2020, o jogador é um dos líderes do elenco, juntamente com os veteranos Victor, Léo Silva e Ricardo Oliveira. Passou 2018 criticado por não dar assistências (foi apenas um passe para gol). Mas a segurança na parte defensiva, e também quando está a 11 metros dos goleiros adversários, fazem dele um elemento quase “intocável” para os treinadores. Chegou sob o comando de Marcelo Oliveira, passou por Roger Machado, Rogério Micale, Oswaldo de Oliveira, Thiago Larghi e agora Levir. Quando acertou um pênalti, Fábio nunca viu o Atlético perder. Mais do que isso, seus gols influenciaram diretamente na conquista de 13 pontos, sendo que foram 9 gols pelo Campeonato Brasileiro e o primeiro no Mineiro diante da Raposa (num saldo positivo de 12 pontos, considerando o erro na derrota contra o Fluminense). BAIXA CONCORRÊNCIA Ao contrário da lateral direita do Atlético, Fábio Santos vive uma situação tranquila na briga pela titularidade. Desde que foi contratado para substituir o jovem Douglas Santos, em 2016, jamais deixou de ser titular. Hoje, seu reserva imediato é o jovem Hulk, mas Patric joga improvisado também na posição. Patric, inclusive, vem jogando no lado direito enquanto Emerson não volta do Sul-Americano Sub-20, isso se voltar. A tendência, mesmo que Emerson seja negociado, é que Patric vire reserva de Guga, trazido por R$ 8 milhões e visto como sucessor natural de Emerson, tanto no talento, quanto na capacidade de render altas cifras numa futura venda.