segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mancini segue com dores e resultado de exame só será conhecido nesta terça


Com dores na coxa, Mancini deixou o jogo com o América ainda no primeiro tempo
Daniela Mineiro - Superesportes
Publicação:02/05/2011 18:12
Atualização:02/05/2011 18:28
O meia-atacante Mancini, que deixou o jogo desse sábado, contra o América, com suspeita de lesão na coxa, segue com dores no local. O resultado do exame do atleta só será conhecido nesta terça-feira, na reapresentação do elenco na Cidade do Galo.
Mancini é dúvida para o jogo de domingo, primeiro confronto da final do Campeonato Mineiro, contra o Cruzeiro. O médico do Atlético, Otaviano Oliveira Júnior, prefere aguardar o laudo do exame para uma definição.
“O Mancini está com uma dor na região posterior da coxa direita. Já são dois dias e ele ainda tem um pouco de dor, nada muito grave, mas sente dor. Vamos esperar para ver, mas, para domingo, a gente fica esperando o resultado do exame para ver se não teve uma lesão mais séria”, disse em entrevista ao Superesportes.
Se Mancini não tiver condições de atuar no primeiro jogo com o Cruzeiro, o técnico Dorival Júnior terá como opções Neto Berola e Ricardo Bueno, ou até mesmo Daniel Carvalho, que pode jogar mais adiantado.
Outros que deixaram o jogo com o América reclamando de dores foram Renan Oliveira, suspenso para domingo, e Magno Alves. O meia reclamou de uma entorse no joelho direito, enquanto o atacante sentiu cansaço muscular.
“O Renan Oliveira teve uma entorse leve no joelho direito, não vai ser nem necessário fazer exame. Vai ficar só na fisioterapia, porque tem tempo para recuperar. Já o Magno Alves sentiu um pouco de dor muscular, mas nada que preocupe. O Magno merece um pouco mais cuidado, porque vem de uma lesão”, finalizou Otaviano Júnior.
Para a vaga de Renan Oliveira, as opções de Dorival são: Bernard, Daniel Carvalho, Wesley e Wendel.

Com a camisa do Atlético, volante Richarlyson mantém rotina de expulsões



Rodrigo Fonseca - Superesportes
Publicação:02/05/2011 17:26
Atualização:02/05/2011 17:50
Apontado pela diretoria do Atlético como a grande contratação para a temporada, o volante Richarlyson ainda não emplacou no time. Além disso, o jogador não consegue se livrar de uma marca negativa que ganhou no ano passado, quando defendia o São Paulo: excesso de expulsões.
Pelo Tricolor paulista, o volante recebeu, somente na temporada passada, quatro cartões vermelhos. No Campeonato Brasileiro, foi expulso contra o Santos (por carrinho no adversário), Avaí (ofensas ao árbitro Alício Pena Júnior) e Fluminense (ofensas ao árbitro Heber Roberto Lopes).
A expulsão contra o time carioca, aliás, resultou em cinco jogos de suspensão. Três tiveram de ser cumpridas este ano já pelo Galo. Richarlyson desfalcou o Atlético nas três primeiras partidas da equipe na Copa do Brasil.
O quarto cartão vermelho recebido no ano passado, por carrinho no adversário, foi na partida contra o Universitario, do Peru, pela Copa Libertadores.
O técnico do São Paulo, Paulo César Carpegiani, chegou a criticar o volante: “O Richarlyson é um pouco mais experiente e campeão em todas as formas com o São Paulo. Aquela falta que fez era para expulsão direta, e tive uma conversa franca com ele, porque compromete sua própria escalação, tem que se controlar”, disse Carpegiani, após o cartão vermelho contra o Santos.
Já pelo Atlético, em quatro meses no clube, Richarlyson já foi expulso duas vezes. A primeira foi contra o Tupi, na segunda rodada do Campeonato Mineiro. Ele recebeu dois cartões amarelos em um intervalo de quatro minutos.
Agora, no jogo de volta contra o América, pela semifinal do Estadual, Richarlyson entrou no começo do segundo tempo e foi expulso com apenas 25 segundos em campo. O árbitro Cléber Wellington Ababe relatou na súmula que foi ofendido pelo jogador. Richarlyson nega.

Árbitro relata ofensa de Richarlyson na súmula do jogo


Richarlyson deixa o campo revoltado com a expulsão aos 25 segundos do 2º tempo
Rodrigo Fonseca - Superesportes
Publicação:02/05/2011 15:06
Atualização:02/05/2011 17:30
A versão do árbitro paulista Cléber Wellington Ababe sobre a expulsão do volante Richarlyson foi conhecida na tarde desta segunda-feira, com a divulgação da súmula do jogo entre Atlético e América. Segundo o documento divulgado pela Federação Mineira de Futebol, o jogador proferiu xingamentos ao árbitro.
Cléber Wellington Ababe escreveu: “No primeiro minuto do segundo tempo, expulsei com cartão vermelho direto o jogador de número 14 do Clube Atlético Mineiro, sr. Richarlyson Barbosa Felisbino, que, após perder a bola na disputa com o adversário, correu em minha direção e disse-me o seguinte: 'já vai começar, seu filho da p.'. Após a expulsão, imediatamente foi retirado de campo e o jogo prosseguiu dentro das normalidades.”
Richarlyson recebeu o cartão vermelho 25 segundos depois de entrar em campo. Ele entrou no começo do segundo tempo no lugar de Renan Oliveira.
Ao deixar o gramado, o volante garantiu que não ofendeu Cléber Wellington Ababe: “O Sheslon fez a falta em mim, eu falei 'Abade, foi falta' e ele foi e me expulsou.”
Ao técnico Dorival Júnior, Richarlyson negou por três vezes ter xingado o árbitro: “Por três vezes abordei o Richarlyson e ele me garantiu que não falou nada com o Abade. Podemos observar pelas imagens a indignação do Richarlyson no momento da expulsão. Gostaria de entender o que aconteceu”, disse Dorival.

Atlético e Cruzeiro decidirão título mineiro em confronto direto pela 18ª vez


Em 2007, Galo goleou o Cruzeiro por 4 a 0, com direito a gol com o goleiro Fábio de costas
Gilmar Laignier - Superesportes
Publicação:02/05/2011 15:05
Atualização:02/05/2011 15:08
Embora sejam hegemônicos em números de títulos do Campeonato Mineiro, Atlético e Cruzeiro disputaram o troféu em confronto direto poucas vezes. Foram 17 no total, dos 95 torneios realizados até hoje, desde 1915.
Neste domingo, os clubes decidirão o campeonato pela 18ª vez em sistema mata-mata. Se no retrospecto geral entre as equipes o Galo leva vantagem, nos números das decisões o Cruzeiro é superior.
Das 17 finais diretas entre os clubes até hoje, o Cruzeiro venceu dez e o Atlético ganhou seis. Em uma delas, em 1956, a Federação Mineira acabou declarando ambas as equipes campeãs da competição.
O Cruzeiro levou os títulos ao bater o rival em 1940, 1967, 1972, 1977, 1987, 1990, 1998, 2004, 2008 e 2009. Já o Galo foi campeão em cima da Raposa em 1954, 1962, 1976, 1985, 2000 e 2007.
A polêmica de 1956
Em 1956, o Campeonato Mineiro ainda se chamava Campeonato da Cidade e era disputado somente por clubes da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O Atlético foi campeão do 1º turno e disputou o título com o Cruzeiro, campeão do 2º, em uma melhor de três partidas.
O Galo havia escalado o lateral-esquerdo Laércio irregularmente no campeonato e a Raposa entrou com um recurso exigindo os pontos do segundo jogo da decisão, que terminara empatado em 0 a 0. O recurso foi aceito pelo STJD, que exigiu que houvesse uma quarta partida. O Atlético recorreu da decisão, o processo se arrastou em várias instâncias e, em março de 1959, os clubes aceitaram a proposta do Conselho Nacional do Desporto de dividir o título.
Títulos mineiros decididos em confronto direto entre Atlético e Cruzeiro:
1940 – Cruzeiro campeão
1954 – Atlético campeão
1956 – Ambos foram declarados campeões
1962 – Atlético campeão
1967 – Cruzeiro campeão
1972 – Cruzeiro campeão
1976 – Atlético campeão
1977 – Cruzeiro campeão
1985 – Atlético campeão
1987 – Cruzeiro campeão
1990 – Cruzeiro campeão
1998 – Cruzeiro campeão
2000 – Atlético campeão
2004 – Cruzeiro campeão
2007 – Atlético campeão
2008 – Cruzeiro campeão
2009 – Cruzeiro campeão
Total de finais diretas entre os clubes:
Cruzeiro - 10 títulos em cima do Atlético, além do de 1956
Atlético - 6 títulos em cima do Cruzeiro, além do de 1956
Total de títulos mineiros:
Atlético – 40
Cruzeiro – 36
(incluindo o Supercampeonato de 2002)

Eduardo Maluf defende Richarlyson e cutuca arbitragem

Gabriel Vasconcellos - Super Rádio Tupi
O diretor de futebol do Atlético, Eduardo Maluf, saiu em defesa do volante Richarlyson, expulso na partida contra o América-MG pela semifinal do Campeonato Mineiro, logo após entrar no jogo. O jogador recebeu cartão vermelho do árbitro Cléber Wellington Abade, por supostamente ter proferido palavrões ao reclamar de falta não marcada.
O dirigente atleticano afirmou que esperava mais equilíbrio do árbitro paulista, e colocou em dúvida a versão dada pelo juiz da partida. Segundo Maluf, os atletas que estavam próximos do lance e as imagens das câmeras de televisão não mostraram que o jogador do Galo tenha ofendido a arbitragem.
"Quando você chega a uma semifinal de campeonato, você espera que o juiz tenha equilíbrio. Nós não temos como avaliar, é a palavra do Richarlyson contra a palavra dele. Um juiz que vai apitar semifinal de qualquer disputa, não pode ouvir qualquer coisa que o jogador vai falar, mas os jogadores que estavam perto e a imagens da televisão não mostram os palavrões que o árbitro afirmou que foram ditos", declarou Maluf em entrevista à Rádio Sintonia, de Ribeirão das Neves
Maluf disse ainda, que o Atlético foi prejudicado pelo lance e que vai enviar as imagens para a CBF e para a Federação Paulista de Futebol (FPF), para que a conduta do árbitro possa ser analisada. O dirigente afirmou também, que para a decisão do Estadual, o Galo continua favorável a arbitragem de fora de Minas Gerais.
"Será arbitragem de fora, isso nós já definimos. Mas vamos encaminhar os lances para a CBF e FPF para eles analisarem. Nós ganhamos o jogo, mas fomos prejudicados", frisou Maluf.

Com dedicação, jovens ganham a vaga no meio-campo do Atlético

Rodrigo Fonseca - Superesportes
Publicação:02/05/2011 09:58
Atualização:02/05/2011 10:00
Dois garotos vão despontando no meio-campo do Atlético. Fillipe Soutto, de 20 anos, e Giovanni Augusto, 21, se firmam cada vez mais no time do Galo. No jogo decisivo contra o América pela vaga na final do Mineiro, eles não se intimidaram a partir do momento em que o time ficou em desvantagem numérica em campo - Richarlyson foi expulso.
“A reação do nosso meio-campo foi muito positiva, marcando com muita intensidade, muito bem postados. Dificilmente, o América conseguia penetrar”, disse o técnico Dorival Júnior.
Meia de criação, Giovanni Augusto não poupou esforços para ajudar na marcação. Titular nos dois últimos jogos, o jogador é alvo de elogios:
“O Giovanni treinou, se preparou e, no momento em que surgiu a oportunidade, se sente preparado. E, acima de tudo, ele está querendo. Mesmo não tendo a característica de ser um jogador de marcação, está se posicionando bem, brigando por posse de bola. Então, é tudo que nós queremos. Gosto de uma equipe que se doe, que jogue com intensidade e isso daí ele tem feito. Ele está ganhando a posição naturalmente”, disse Dorival.
Fillipe Soutto, há seis jogos titular da equipe, está invicto, com cinco vitórias e um empate. Para manter o bom desempenho e seguir dono da posição, o volante promete não se acomodar.
“Eu venho trabalhando com muita disposição. Todos nós sabemos que ser titular do Atlético é muito difícil e não tenho a vaga assegurada. Sei que preciso trabalhar muito, mostrar todo o meu potencial e continuar lutando, porque só assim a torcida do Atlético começa a gostar com o jogador. Ela gosta de atletas com o espírito de luta, que buscam as vitórias”, afirmou.
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Entrevista com Dorival Júnior

Técnico acredita que, com os meninos que lançou, pode inverter vantagem celeste
Antônio Melane - Estado de Minas
Publicação:02/05/2011 07:00
Atualização:02/05/2011 14:22
Realista, mas corajoso
São indiscutíveis os números do técnico Dorival Júnior no comando do Atlético: 34 jogos, 19 vitórias, oito empates e sete derrotas. Não se pode deixar de destacar que, ano passado, ele pegou o time em uma fase desesperadora e conseguiu tirá-lo do rebaixamento. Este ano, são 17 partidas, 12 vitórias, quatro empates e duas derrotas (América e Prudente), 50 gols marcados e 23 sofridos. Leva o Galo à final do Campeonato Mineiro (é o quinto ano seguido), em busca do 41º título. Nada melhor do que a palavra do próprio treinador para o torcedor atleticano saber o que pode esperar nesta decisão.
O Atlético está preparado para ser o campeão?
Estamos fazendo o trabalho para isso. Chegamos à etapa final e mais exigentes. Inegável que o Cruzeiro está em um melhor estágio. Tenho de ser realista, mas confio que podemos superá-lo. Clássico é clássico. Decisão, mais ainda. O primeiro desafio agora é fazer uma boa preparação durante a semana e tentar tirar a vantagem no primeiro jogo.
Sua intenção é continuar prestigiando os jovens, como Bernard, Fillipe Soutto, Giovanni, Leleu e outros? Eles podem ser titulares no clássico?
A semana de treinamento é que vai determinar tudo. Estou acreditando neles, mas tem de haver a confiança dos dois lados. Minha intenção é jogar com um ou até dois na decisão, mas eles serão muito bem aproveitados na temporada e vão nos ajudar, porque são meninos promissores.
É verdade que o Nikão está voltando?
É aquilo que falo a respeito do jogador que tem futuro e precisa de uma adaptação fora para ganhar confiança. Ele foi para o Vitória, não teria chances de imediato agora, agradou e vai voltar. Está também nos planos.
Quer dizer que o Atlético vai fazer sua base nestes meninos?
Eles serão importantíssimos, mas a diretoria está trabalhando para que tenhamos mais quatro ou cinco reforços, jogadores com experiência.
Você não deve poder escalar Mancini, com estiramento, e não terá Richarlyson e Renan Oliveira suspensos. Quais serão os substitutos?
Mais uma vez a semana vai determinar tudo. Tenho opções e há pelo menos uns três jogadores que estávamos preparando para esta decisão.
Está confiante?
Não tem como não estar, pelas respostas que o grupo tem dado. O momento será mais uma vez de superação.
Os meninos do Santos estão nas finais do Campeonato Paulista e a caminho das quartas de final da Copa Libertadores. O que sente, já que eles são a base do seu trabalho na Vila Belmiro?
Fico contente, muito feliz. As pessoas sabem que nove dos 11 que jogaram na vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, sábado, eram titulares comigo. Não existe nada melhor para mostrar que estávamos fazendo um bom trabalho lá, com acertos.