domingo, 8 de agosto de 2010

Atlético-MG dá um tempo da Arena do Jacaré, onde perdeu dois jogos 01/08/2010 - 20h34

Do UOL Esporte
Em Belo Horizonte

A derrota para o Cruzeiro, por 1 a 0, no clássico deste domingo, pela 12ª rodada do Brasileiro, marcou a despedida temporária do Atlético-MG na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, com retrospecto negativo. O time do técnico Vanderlei Luxemburgo venceu apenas um de seus três compromissos oficiais ali disputados.
RETROSPECTO ATLETICANO NA ARENA DO JACARÉ
VITÓRIA UMA
DERROTA DUAS
EMPATE NENHUMA
TOTAL TRÊS
NOTÍCIAS DO ATLÉTICO-MG
O Atlético-MG foi derrotado duas vezes. Além do rival Cruzeiro, o time atleticano foi batido na Arena do Jacaré, de virada, pelo Internacional, por 2 a 1. A única vitória aconteceu diante do Atlético-GO, por 3 a 2, em sua estreia naquele estádio, no Campeonato Brasileiro.
O percentual atleticano em jogos oficiais na Arena do Jacaré é de 33,33%, sendo que o alvinegro marcou quatro gols e sofreu outros cinco, atuando no estádio de Sete Lagoas.
Os dois próximos compromissos do Atlético-MG serão disputados fora de casa. Na próxima quarta-feira, a equipe visita o Grêmio Prudente, em Presidente Prudente, na estreia dos dois clubes na Copa Sul-Americana. Já no sábado que vem, dia 7, o time atleticano pegará o Botafogo, no Engenhão, pelo Brasileirão.
Depois disso, a equipe alvinegra volta a ser mandante em dois jogos consecutivos e jogará no estádio Ipatingão, em Ipatinga, no Vale do Aço. O primeiro será contra o Grêmio Prudente, na partida de volta pela Sul-Americana. A outra partida será contra o Guarani, dia 14.

Atlético-MG sofre a 13ª derrota para o Cruzeiro nos últimos 16 clássicos 01/08/2010 - 20h51

Do UOL Esporte
Em Belo Horizonte

Com a derrota para o Cruzeiro, por 1 a 0, na noite deste domingo, na Arena da Baixada, em Sete Lagoas, o Atlético-MG manteve a escrita recente de não conseguir bons resultados contra o arquirrival. A equipe alvinegra contabiliza somente uma vitória nos últimos 16 confrontos.
Nesses jogos, o rival Cruzeiro tem ampla vantagem nos números, ao todo foram 13 vitórias para o time celeste, dois empates e apenas uma vitória para o Atlético-MG. O triunfo atleticana aconteceu pelo Campeonato Brasileiro de 2009, por 3 a 0, quando a equipe cruzeirense poupou titulares em função de sua participação na Libertadores.
Entretanto, o retrospecto geral entre os dois principais times de Minas Gerais mostra vantagem para o Atlético. Os rivais já se enfrentaram 449 vezes, segundo os números levantados pelo Cruzeiro, com 175 vitórias para o alvinegro, 155 vitórias para o time celeste e 119 empates.
Pelo Campeonato Brasileiro, os dois times se enfrentaram 45 vezes, com 15 vitórias do Atlético, 15 empates e 15 derrotas. O primeiro confronto aconteceu pela competição de 1971, ano em que o Atlético sagrou-se campeão, e ficou empatado em 1 a 1, em jogo disputado no Mineirão.
A derrota deste domingo encerrou uma invencibilidade do Atlético neste clássico. O clube atleticano jamais havia sido derrotado para o rival celeste em jogos disputados no interior de Minas Gerais. Ao todo, foram cinco jogos – quatro deles no Ipatingão –, com duas vitórias alvinegras, dois empates e agora uma derrota.
O primeiro jogo no interior foi em 1987, em amistoso com equipes reservas de Atlético e Cruzeiro. O time alvinegro venceu por 4 a 1, no Ipatingão. A segunda partida, aconteceu em 1996 e os atleticanos voltaram a vencer, por 2 a 1, pelo Campeonato Mineiro.
Os dois empates nos confrontos entre os rivais no interior aconteceram em 2001 e 2005. O primeiro foi por 1 a 1, pela Copa Sul-Minas e o segundo, por 0 a 0, pelo Campeonato Mineiro, ambos no Ipatingão.

Para Serginho, clássico será decidido com marcação forte no meio-campo 01/08/2010 - 08h30


Serginho tem a receita para a vitória atleticana: marcação forte no meio-campo



Bernardo Lacerda
Em Vespasiano (MG)

Esperando um confronto contra o Cruzeiro, neste domingo, bastante pegado, o volante do Atlético-MG, Serginho, acredita que a equipe que errar menos e acertar melhor a marcação no meio de campo, sairá com a vitória da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
“Já vai ser começado a ser marcado o clássico por ser de uma torcida só, será uma novidade, dentro de campo, o campo da Arena do Jacaré os resultados têm sido conseguido em falhas das equipes”, avaliou Serginho. Naquele estádio, o Atlético-MG venceu o Atlético-GO, por 3 a 2, e perdeu para o Internacional, por 2 a 1.
Ele destaca que o resultado será favorável para quem tiver uma maior marcação no meio de campo. “Mas vai ser um jogo muito disputado, será decidido no meio de campo, onde eu atuo. Se eu estiver escalado vou brigar muito, marcar forte, respeitando o adversário, mas tentando sair com três pontos”, acrescentou.
Porém, o jogador reconhece que o time atleticano vem encontrando dificuldades em se adaptar ao gramado da Arena do Jacaré. Segundo ele, a equipe ainda não se acostumou a jogar em um campo com dimensões menores. “Achamos o campo estreito, um pouco pequeno, a nossa equipe, com um campo maior vai trabalhar melhor”, destacou.
Ainda sem saber se será mantido como titular, Serginho destaca que poderá atuar tanto diante do Cruzeiro desempenhando a função de primeiro volante, como de segundo, posições que o jogador foi testado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo ao longo da semana de preparação para o jogo.
“O Vanderlei Luxemburgo quando chegou ao Atlético disse que não queria jogador que atuava em uma só posição, mas em duas ou três. Sou um jogador que eu quero ser aproveitado no elenco, quero ajudar o grupo, o professor Luxemburgo, então ele me usou como segundo volante, em duas partidas já joguei como primeiro volante”, disse Serginho.
“Eu sempre deixei claro que sou primeiro volante, com a chegada do Celso Roth ele começou a me utilizar mais à frente, mas não vejo dificuldade nenhuma de fazer um pouco mais adiantado. Acho que é situação de jogo, quando ele precisar que eu jogue de primeiro volante vou fazer, de segundo volante, lateral, ou outra posição, eu vou fazer e respeitar, não vejo dificuldade nenhuma”, finalizou.

Atlético-MG espera usar torcida a favor para se impor sobre o Cruzeiro Atualizado em 01/08/2010 07h16



Obina é uma das novidades no banco do Galo
Gilberto ainda é dúvida para o clássico mineiro
(Foto: Rodrigo Fuscaldi / Globoesporte.com)
(Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)
Por Fernando Martins Y Miguel e Marco Antônio Astoni
Sete Lagoas, MG

Pela primeira vez na história, Atlético-MG e Cruzeiro se enfrentarão, pelo Campeonato Brasileiro, fora do Mineirão. O estádio está fechado para que as reformas – visando a realização da Copa do Mundo de 2014 – sejam feitas. Assim, o jogo será disputado na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, às 18h30m (de Brasília). Da mesma forma, pela primeira vez, apenas uma única torcida acompanhará o clássico. Por motivo de segurança, somente os atleticanos terão acesso ao estádio.
Após 11 rodadas, o Atlético-MG ocupa apenas a 19ª posição na tabela de classificação, com dez pontos ganhos. Já o Cruzeiro é o sexto colocado, com 16.
O técnico do Atlético-MG, Vanderlei Luxemburgo, mudou a rotina de trabalho durante a semana. Os horários dos treinamentos foram alterados, o acesso da imprensa foi restringido e muitas atividades secretas foram realizadas na Cidade do Galo. O treinador não deixou escapar nem mesmo o esquema de jogo que usará na partida. O time poderá atuar no 3-5-2, com Jairo Campos, Cáceres e Werley na zaga, ou no 4-4-2.
A recuperação do lateral-esquerdo Leandro, que sofreu com um edema na coxa esquerda, poderá fazer com que Fernandinho perca a posição no time titular. E dependendo de quantas vagas forem abertas no meio-campo, Serginho, Zé Luís, João Pedro e Ricardinho brigarão para estar entre os escolhidos. Certo mesmo é só ataque, que deverá ter Diego Tardelli e Diego Souza.
Luxemburgo, porém, já disse que definiu os 11 que começarão a partida.
- O time já está na minha cabeça. Pronto. Eu já sei quem vai jogar no Cruzeiro, e o Cuca já sabe quem vai jogar aqui. Não tem segredo.
Dúvidas de Cuca
Assim como o Galo, o Cruzeiro é todo mistério para o clássico. No início da semana, jogadores que estavam praticamente vetados ganharam chances de atuar. O esquema tático, que – pelo menos a princípio – seria o 3-5-2, poderá ser alterado para o 4-4-2, caso o meia Gilberto se recupere do edema na panturrilha esquerda.
O zagueiro Cláudio Caçapa ficou de fora de dois treinos durante a semana, mas participou das últimas atividades e tem grandes chances de jogar, apesar de continuar sentindo dores no joelho direito.
- Incômodo eu sinto ainda. Se estiver 100% em condições, vale a pena ir para o clássico. Se estiver 70%, 80%, 90%, não – afirmou o defensor, mantendo as incertezas para o confronto.
O clima de segredo na Raposa é a arma para os celestes tentarem surpreender o rival em um ambiente hostil. Mesmo assim – com a pressão da torcida adversária e com as condições do gramado da Arena do Jacaré – o otimismo celeste não diminuiu.
- Vai ser um jogo aberto, e as duas equipes vão jogar para vencer. Mesmo sem a presença da nossa torcida, nós vamos fazer uma grande partida – declarou o atacante Thiago Ribeiro.
O mistério se fez presente até mesmo na resposta do técnico Cuca. Questionado sobre o que mais o preocupava no time atleticano, o treinador escondeu o jogo.
- Isso é coisa interna. Nós discutimos e vamos tentar neutralizar os pontos fortes do adversário. Mas não posso falar quais são. Isso é só para nós.

Fernandinho acredita na força do elenco para dar volta por cima


Fernandinho crê na reabilitação do Galo
Leonardo Cunha - Portal Uai

Publicação:01/08/2010 22:06

A torcida alvinegra que lotou a Arena do Jacaré saiu novamente decepcionada com o time do Galo neste domingo. Para o lateral esquerdo Fernandinho, os jogadores não podem mais ficar pedindo desculpas aos torcedores. "Nós atletas profissionais não temos que pedir desculpas. A gente tem que fazer é dentro de campo para que o torcedor possa vir. A gente sabe da situação. Não adianta ficar lamentando, se descupando. Mas eu acho que é isso. Só nós, atletas, podemos sair dessa situação. A gente sabe que tem um campeonato longo ainda pela frente, são muitos jogos, mas sabemos que com o elenco que a gente tem vamos conseguir sair dessa situação. Depois que a bola começar a entrar, a gente sabe que vai fazer o melhor para que o Galo esteja sempre em primeiro lugar"
Fernandinho credita a derrota a má fase do time no Campeonato Brasileiro: "Nossa equipe fez um bom jogo. Tentou da melhor maneira possível fazer o gol. E, infelizmente, às vezes, a fase não está muito boa, a bola acaba não entrando. A equipe adversária foi uma vez só e acabou fazendo (o gol). É coisa de futebol, às vezes nem sempre quem faz o melhor jogo ganha a partida. Agora, vamos ter que trabalhar. Temos a Sul-Americana na quarta-feira e é bola para frente. Agora é tentar sair dessa situação em que o Atlético se encontra e tentar vencer na Sul-americana, pois é o caminho mais curto para a Libertadores".
Com a derrota, a equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo permanece na penúltima posição do Campeonato Brasileiro, com apenas 10 pontos ganhos em 12 jogos. O próximo compromisso do Galo é nesta quarta-feira, às 19h30, em Presidente Prudente, diante do Grêmio Prudente, pela Copa Sul-Americana.

Luxemburgo entende bronca da torcida, mas confia em seu projeto


Luxemburgo já pensa na Sul-Americana
Leandro Mattos - Portal Uai

Publicação:01/08/2010 21:40


A vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 10 pontos ganhos em 12 partidas (27,8% de aproveitamento), e as oito derrotas na competição parecem não tirar a tranquilidade do técnico Vanderlei Luxemburgo. Após o revés diante do maior rival, neste domingo, na Arena do Jacaré, o comandante alvinegro lamentou a derrota, mas disse que o Galo está tendo azar no Brasileirão.
“A manteiga está caindo do lado contrário, está caindo virada de cabeça para baixo, mas ela vai virar, pra gente não perder a manteiga. Isso é futebol. Jogamos melhor do que eles, mas não ganhamos o jogo. Temos que ter tranquilidade saber o que você está fazendo e não temos que reclamar. Temos que entender que isso é futebol, que você às vezes joga melhor e às vezes não ganha”, disse o treinador.
Segundo Luxemburgo, todos no clube confiam no projeto que foi traçado e isso dá tranquilidade para a sequência da temporada. “Você sabe que você está no caminho certo quando você chega no vestiário e vê o dirigente, o presidente, a diretoria, calma e tranquila, pois viu o jogo e está vendo que nós estamos fazendo”.
Torcida na bronca
Alvo de vaias por parte da torcida que esteve em Sete Lagoas neste domingo, Vanderlei Luxemburgo disse que entende a posição de quem está nas arquibancadas. “Eu entendo a torcida estar chateada, tem mais é que me hostilizar mesmo, com respeito, tem mais é que pedir para eu ir embora, com respeito. Já estou acostumado com isso no futebol. Não vou ficar chateado por causa disso. O torcedor foi para casa triste. Nós jogamos bem e não ganhamos o jogo. O torcedor quer que ganhe o jogo. Então isso tudo é uma situação do futebol que não vai mudar. Temos que ter calma, ter tranquilidade e trabalhar”, reiterou.
Para o técnico, o momento é de já se pensar na Copa Sul-Americana e no compromisso da próxima quarta-feira, contra o Grêmio Prudente, pela competição internacional. “Temos a Copa Sul-Americana na quarta-feira. A cabeça dos jogadores está assentada, está tranquila. Estamos sabendo o que estamos fazendo. Eles estão querendo muito. Agora nós temos a equipe ainda totalmente desequilibrada. Hoje tive que colocar o Obina no jogo, pois fiquei em desvantagem com o único chute que eles deram no primeiro tempo. Eles acertaram um chute fantástico com o Wellington”, analisou.
Luxemburgo também pediu paciência com os jogadores que ainda não estão em plena forma física. Segundo ele, esse fator também tem atrapalhado a caminhada da equipe. “Temos que entender que o Diego Souza não está em forma ainda, que o Obina não está em forma, que o Serginho está vindo de uma lesão de muito tempo. Eu entendo a cobrança, eu entendo o torcedor, pois o responsável pela equipe sou eu. E eu tenho que ter tranquilidade para tocar o negócio”.

Jairo Campos e Werley discutem com Diego Tardelli durante o 1º tempo


Tardelli e os dois zagueiros do Galo discutiram feio durante a partida
Defesa e ataque do Galo trocam insultos durante o clássico na Arena do Jacaré

Leandro Mattos - Portal Uai

Publicação:01/08/2010 19:22

O clássico entre Atlético e Cruzeiro, neste domingo, na Arena do Jacaré, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, contou com um cena inusitada e ingrata para o torcedor atleticano no primeiro tempo da partida. Menos de cinco minutos depois do Cruzeiro abrir o marcador, os zagueiros Jairo Campos e Werley discutiram com o atacante Diego Tardelli no gramado, aos 37 minutos de jogo.
A ríspida discussão teve início com o defensor equatoriano e Tardelli. Depois, Werley também se estranhou com o artilheiro alvinegro e os dois tiveram que ser contidos pelos companheiros. Até o atacante Wellington Paulista, do Cruzeiro, tentou acalmar Werley, que não poupou xingamentos ao companheiro de elenco.
O árbitro Wilson Luiz Seneme chamou a atenção dos jogadores do Atlético, que seguiram trocando insultos dentro de campo. Após o encerramento do primeiro tempo, Diego Tardelli deixou o gramado apressado e comentou o episódio: “Foi uma discussão normal de jogo”, disse o atacante.
"Não existe time bonzinho"
Após a partida, o técnico Vanderlei Luxemburgo comentou o episódio envolvendo os seus três jogadores. Para o treinador, a discussão é valida, mas não da forma como foi conduzida. “Aconteceu uma coisa hoje que até então eu não tinha visto no meu time: discussão. Time bonzinho, não existe time bonzinho. Tem que discutir, o cara erra, o outro não quer receber uma bronca, tem que ser dessa forma. No intervalo eu falei: 'Olha aqui, tem que ser uma discussão, a única coisa que não pode é passar para o torcedor da forma como foi a discussão'.