Paulo Galvão - Estado de Minas
O Atlético elege hoje o 49º presidente de sua história de 100 anos. Ao escolhido pelos conselheiros na sede de Lourdes caberá a difícil missão de pôr um ponto final na crise política deflagrada com a renúncia de Ziza Valadares, em 18 de setembro, pacificar as diversas correntes alvinegras e organizar o clube. Para isso, será obrigatório saneá-lo financeiramente e, sobretudo, reconduzir o time de futebol ao caminho das conquistas importantes.
Três chapas se habilitaram a participar do pleito, que começa provavelmente às 9h – para se iniciar às 8h, seria necessária a presença de pelo menos 188 conselheiros, o que não deve ocorrer – e termina às 17h. A apuração começa logo em seguida, com o eleito empossado imediatamente.
Dois dos candidatos são filhos de vitoriosos ex-presidentes. Alexandre Kalil, que tem como vice em sua chapa Daniel Diniz Nepomuceno, acompanhou de perto a gestão do pai, Elias, de 1980 a 1985, quando o Galo dominou o futebol mineiro e fez ótimas campanhas no Campeonato Brasileiro. Sérgio Bias Fortes, cujo vice é Frederico Peçanha Couto, se inspira em Valmir Pereira, que comandou o clube entre 1975 e 1979 e montou o time vice-campeão brasileiro invicto em 1977, no início da longa hegemonia estadual alvinegra. Correndo por fora, o sócio Itamar Vasconcellos, que não é conselheiro, não pode votar. Disputa o cargo pela quarta vez consecutiva, tendo agora como vice Ronaldo Ermelindo Ferreira.
Qualquer que seja o vencedor, as dificuldades que o aguardam são imensas. A primeira, quitar a folha salarial, atrasada desde agosto. Se não o fizer até quinta-feira da semana que vem, o Atlético corre o risco de perder os direitos econômicos de atletas, pois chegaria a três meses sem pagar salários.
“Estamos procurando tomar as medidas possíveis, mas é difícil, pois não podemos assumir nenhum compromisso antes do resultado da eleição. O certo é que não vamos deixar nossas promessas saírem por conta disso”, diz Bias Fortes. Os concorrentes também garantem não permitir que jogadores reivindiquem a saída na Justiça.
CRIATIVIDADE
O novo presidente terá ainda de arrumar recursos para pagar as demais despesas do clube, que tem déficit mensal de R$ 2 milhões e dívidas ultrapassando R$ 200 milhões, parte dela escalonada, como as trabalhistas. As contas se acumulam e a diretoria passada já tinha dificuldades para pagá-las. Tanto que houve antecipações de cotas de TV e negociação de parte dos direitos de jogadores com empresários.
Como o futebol é o carro-chefe do Galo, a formação de um time competitivo para 2009 é uma das principais preocupações dos candidatos. O vencedor precisará de muita criatividade, diante da falta de recursos que atrapalha qualquer plano.
Do grupo atual, muitos atletas mostraram potencial, mas outros certamente não permanecerão. O problema será manter revelações que despertam a cobiça de clubes do Brasil e, principalmente, do exterior, ávidos em tentar se aproveitar da situação financeira complicada para tirá-los do Galo em condições.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Queda livre que preocupa (30/10)
Estado de Minas
Os conselheiros vão à urnas hoje e todos os atleticanos torcem para que quem for eleito consiga dar um jeito na equipe do Atlético, que parece desejar passar por fortes emoções neste fim de temporada. Ontem, foi derrotada por 2 a 1, de virada, pelo Coritiba, no Estádio Couto Pereira, na capital paranaense, chegando à terceira partida consecutiva sem vitória no Campeonato Brasileiro. Com isso, continua precisando de pontos para se livrar da ameaça de rebaixamento, pois os times pior colocados na classificação se aproximam perigosamente.
A chance de tentar a reabilitação e, conseqüentemente, se aproximar da sonhada tranqüilidade virá domingo, no Mineirão. O problema é que o adversário é o Botafogo, a quem o Galo não vence há mais de sete anos – a última vez foi em 3 de outubro de 2001, quando goleou por 4 a 0, pelo Nacional.
No jogo de ontem, as duas equipes tiveram muitas dificuldades em virtude do gramado encharcado pela chuva. Assim, a primeira conclusão só saiu aos 10min, de fora da área, com Carlinhos Paraíba, que o goleiro atleticano Juninho defendeu em dois tempos.
Já bastante desfalcado – os zagueiros Marcos e Vinícius, o volante Rafael Miranda e os atacantes Marques e Jael, contundidos, além do lateral César Prates, suspenso –, o Atlético ainda perdeu o volante Serginho, com entorse no joelho direito, aos 12min. O zagueiro Nem entrou em seu lugar, mas demorou um pouco para o setor defensivo se reorganizar.
Os donos da casa se aproveitaram e quase abriram o placar aos 17min. Marcos Tamandaré cruzou da direita, mas Keirrison furou dentro da área. O Galo tentou responder, mas pouco perigo levou. Como aos 27min, quando Pedro Paulo cruzou da direita e Castillo tentou desviar de cabeça, mas mandou para fora.
Um pouco melhor, o Atlético conseguiu sair na frente aos 41min, na melhor forma de superar o campo pesado: chute de fora da área. Renan Oliveira arrancou pelo meio e acertou o ângulo superior esquerdo de Vanderlei, em um golaço.
FALHA INFANTIL
A vantagem alvinegra, porém, só demorou até os 9min do segundo tempo. Foi quando o lateral-esquerdo Ricardinho, ex-Galo, avançou em diagonal e também acertou belo chute de fora da área, empatando a partida. Dois minutos depois, Keirrison quase virou. Ele recebeu na entrada da área, fez o giro e bateu no canto, acertando a trave, com Juninho batido.
Com o gol, os donos da casa foram para cima. Já o Atlético passou a tentar explorar os contra-ataques. Porém, devido à baixa qualidade técnica, pouco conseguiu criar.
O gol da vitória do Coxa acabou saindo de uma falha clamorosa de Juninho, aos 28min. Marlos cobrou falta indireta na direita, o goleiro se desequilibrou e, em vez de deixar entrar, rebateu a bola, que bateu no zagueiro Maurício e foi parar na rede do gol atleticano.
O jogo, então, ficou mais aberto, pois o Galo partiu em busca do empate. E quase conseguiu aos 39min, depois que Petkovic invadiu a área pela direita e bateu cruzado. Vanderlei não segurou, mas Welton Felipe, com pouco ângulo, concluiu na trave.
Já o Coritiba quase ampliou aos 42min. Hugo foi lançado, invadiu a área e chutou cara a cara com Juninho, que desta vez fez boa defesa.
Um minuto mais tarde o Galo quase empatou: Beto pegou a sobra na entrada da área e bateu de primeira. A bola só não entrou no ângulo porque Vanderlei conseguiu desviar pela linha de fundo.
Os conselheiros vão à urnas hoje e todos os atleticanos torcem para que quem for eleito consiga dar um jeito na equipe do Atlético, que parece desejar passar por fortes emoções neste fim de temporada. Ontem, foi derrotada por 2 a 1, de virada, pelo Coritiba, no Estádio Couto Pereira, na capital paranaense, chegando à terceira partida consecutiva sem vitória no Campeonato Brasileiro. Com isso, continua precisando de pontos para se livrar da ameaça de rebaixamento, pois os times pior colocados na classificação se aproximam perigosamente.
A chance de tentar a reabilitação e, conseqüentemente, se aproximar da sonhada tranqüilidade virá domingo, no Mineirão. O problema é que o adversário é o Botafogo, a quem o Galo não vence há mais de sete anos – a última vez foi em 3 de outubro de 2001, quando goleou por 4 a 0, pelo Nacional.
No jogo de ontem, as duas equipes tiveram muitas dificuldades em virtude do gramado encharcado pela chuva. Assim, a primeira conclusão só saiu aos 10min, de fora da área, com Carlinhos Paraíba, que o goleiro atleticano Juninho defendeu em dois tempos.
Já bastante desfalcado – os zagueiros Marcos e Vinícius, o volante Rafael Miranda e os atacantes Marques e Jael, contundidos, além do lateral César Prates, suspenso –, o Atlético ainda perdeu o volante Serginho, com entorse no joelho direito, aos 12min. O zagueiro Nem entrou em seu lugar, mas demorou um pouco para o setor defensivo se reorganizar.
Os donos da casa se aproveitaram e quase abriram o placar aos 17min. Marcos Tamandaré cruzou da direita, mas Keirrison furou dentro da área. O Galo tentou responder, mas pouco perigo levou. Como aos 27min, quando Pedro Paulo cruzou da direita e Castillo tentou desviar de cabeça, mas mandou para fora.
Um pouco melhor, o Atlético conseguiu sair na frente aos 41min, na melhor forma de superar o campo pesado: chute de fora da área. Renan Oliveira arrancou pelo meio e acertou o ângulo superior esquerdo de Vanderlei, em um golaço.
FALHA INFANTIL
A vantagem alvinegra, porém, só demorou até os 9min do segundo tempo. Foi quando o lateral-esquerdo Ricardinho, ex-Galo, avançou em diagonal e também acertou belo chute de fora da área, empatando a partida. Dois minutos depois, Keirrison quase virou. Ele recebeu na entrada da área, fez o giro e bateu no canto, acertando a trave, com Juninho batido.
Com o gol, os donos da casa foram para cima. Já o Atlético passou a tentar explorar os contra-ataques. Porém, devido à baixa qualidade técnica, pouco conseguiu criar.
O gol da vitória do Coxa acabou saindo de uma falha clamorosa de Juninho, aos 28min. Marlos cobrou falta indireta na direita, o goleiro se desequilibrou e, em vez de deixar entrar, rebateu a bola, que bateu no zagueiro Maurício e foi parar na rede do gol atleticano.
O jogo, então, ficou mais aberto, pois o Galo partiu em busca do empate. E quase conseguiu aos 39min, depois que Petkovic invadiu a área pela direita e bateu cruzado. Vanderlei não segurou, mas Welton Felipe, com pouco ângulo, concluiu na trave.
Já o Coritiba quase ampliou aos 42min. Hugo foi lançado, invadiu a área e chutou cara a cara com Juninho, que desta vez fez boa defesa.
Um minuto mais tarde o Galo quase empatou: Beto pegou a sobra na entrada da área e bateu de primeira. A bola só não entrou no ângulo porque Vanderlei conseguiu desviar pela linha de fundo.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Jogadores culpam desatenção por virada do Coxa (29/10)
Chico Vilela - Portal Uai
Após a derrota, de virada, para o Coritiba, por 2 a 1, os jogadores do Atlético deixaram o gramado do Estádio Couto Pereira lamentando os momentos de desatenção da equipe. Após abrir o marcador em um belo chute de fora da área de Renan Oliveira, o Galo não suportou a pressão do adversário e acabou levando dois gols no segundo tempo. O volante Elton procurou ressaltar o futebol apresentado pela equipe e lamentou o que chamou de “detalhe”. “O time lutou bastante, jogou bem, mas em um detalhe nós perdemos o jogo”, assegurou. A opinião de Elton é compartilhada pelo autor do gol alvinegro. O meia Renan Oliveira também creditou a derrota à desatenção da equipe na etapa complementar. “Entramos no segundo tempo meio desatentos e, infelizmente, não conseguimos segurar o placar e levamos dois gols”, ponderou. Para o jogador Raphael Aguiar, que atuou improvisado na lateral esquerda, a equipe mostrou um espírito guerreiro durante a partida. Para ele o Galo já deve se concentrar no próximo confronto, diante do Botafogo, no próximo domingo. “Lutamos até o fim, no segundo tempo sabemos que não fomos bem. Agora é cabeça erguida, já pensando no próximo jogo, lá no Mineirão”, afirmou.
Após a derrota, de virada, para o Coritiba, por 2 a 1, os jogadores do Atlético deixaram o gramado do Estádio Couto Pereira lamentando os momentos de desatenção da equipe. Após abrir o marcador em um belo chute de fora da área de Renan Oliveira, o Galo não suportou a pressão do adversário e acabou levando dois gols no segundo tempo. O volante Elton procurou ressaltar o futebol apresentado pela equipe e lamentou o que chamou de “detalhe”. “O time lutou bastante, jogou bem, mas em um detalhe nós perdemos o jogo”, assegurou. A opinião de Elton é compartilhada pelo autor do gol alvinegro. O meia Renan Oliveira também creditou a derrota à desatenção da equipe na etapa complementar. “Entramos no segundo tempo meio desatentos e, infelizmente, não conseguimos segurar o placar e levamos dois gols”, ponderou. Para o jogador Raphael Aguiar, que atuou improvisado na lateral esquerda, a equipe mostrou um espírito guerreiro durante a partida. Para ele o Galo já deve se concentrar no próximo confronto, diante do Botafogo, no próximo domingo. “Lutamos até o fim, no segundo tempo sabemos que não fomos bem. Agora é cabeça erguida, já pensando no próximo jogo, lá no Mineirão”, afirmou.
Marcelo lamenta falta de opções no elenco (29/10)
Rodrigo Fonseca - Portal Uai
Na derrota por 2 a 1 para o Coritiba, de virada, no Couto Pereira, o técnico do Atlético, Marcelo Oliveira, reconheceu os méritos do adversário, mas não deixou de lamentar os inúmeros problemas que teve para armar sua equipe.
O Galo entrou em campo sem contar com os zagueiros Marcos e Vinícius, o volante Rafael Miranda e os atacantes Marques e Jael, todos contundidos, além do lateral-esquerdo César Prates, que está suspenso. Sem opções, depois da rescisão contratual de Calisto, o treinador precisou improvisar o atacante Raphael Aguiar na lateral.
Com apenas 11 minutos de jogo mais um problema. O volante Serginho sofreu uma entorse e precisou ser substituído. Sem opções de volantes no banco de reservas, Marcelo Oliveira mandou a campo o zagueiro Nen.
“Temos um elenco desequilibrado. Coloquei um zagueiro como volante, hoje. O Serginho é um jogador importantíssimo que vem crescendo de produção e que nos fez falta”, disse o treinador.
Apesar disso, Marcelo Oliveira elogiou o comportamento da equipe: “Quero exaltar a garra, a determinação e a atitude dos jogadores diante de todos os problemas que estamos passando. Eles estão aí do princípio ao fim lutando pela vitória”, disse.
Falha
O treinador comentou também a falha do goleiro Juninho no gol da virada do Coritiba. No lance, numa cobrança de falta indireta, o camisa 1 se atrapalhou e deixou a bola na boca do gol para Maurício marcar.
“São detalhes. No jogo tem que estar atento. Foi até uma infelicidade, pois ele escorregou também. Foi num momento que o jogo estava equilibrado, eles vinham com tudo, mas, no contra-ataque, nós tínhamos oportunidades”, disse Marcelo.
Na derrota por 2 a 1 para o Coritiba, de virada, no Couto Pereira, o técnico do Atlético, Marcelo Oliveira, reconheceu os méritos do adversário, mas não deixou de lamentar os inúmeros problemas que teve para armar sua equipe.
O Galo entrou em campo sem contar com os zagueiros Marcos e Vinícius, o volante Rafael Miranda e os atacantes Marques e Jael, todos contundidos, além do lateral-esquerdo César Prates, que está suspenso. Sem opções, depois da rescisão contratual de Calisto, o treinador precisou improvisar o atacante Raphael Aguiar na lateral.
Com apenas 11 minutos de jogo mais um problema. O volante Serginho sofreu uma entorse e precisou ser substituído. Sem opções de volantes no banco de reservas, Marcelo Oliveira mandou a campo o zagueiro Nen.
“Temos um elenco desequilibrado. Coloquei um zagueiro como volante, hoje. O Serginho é um jogador importantíssimo que vem crescendo de produção e que nos fez falta”, disse o treinador.
Apesar disso, Marcelo Oliveira elogiou o comportamento da equipe: “Quero exaltar a garra, a determinação e a atitude dos jogadores diante de todos os problemas que estamos passando. Eles estão aí do princípio ao fim lutando pela vitória”, disse.
Falha
O treinador comentou também a falha do goleiro Juninho no gol da virada do Coritiba. No lance, numa cobrança de falta indireta, o camisa 1 se atrapalhou e deixou a bola na boca do gol para Maurício marcar.
“São detalhes. No jogo tem que estar atento. Foi até uma infelicidade, pois ele escorregou também. Foi num momento que o jogo estava equilibrado, eles vinham com tudo, mas, no contra-ataque, nós tínhamos oportunidades”, disse Marcelo.
Marcelo lamenta falta de opções no elenco (29/10)
Rodrigo Fonseca - Portal Uai
Na derrota por 2 a 1 para o Coritiba, de virada, no Couto Pereira, o técnico do Atlético, Marcelo Oliveira, reconheceu os méritos do adversário, mas não deixou de lamentar os inúmeros problemas que teve para armar sua equipe.
O Galo entrou em campo sem contar com os zagueiros Marcos e Vinícius, o volante Rafael Miranda e os atacantes Marques e Jael, todos contundidos, além do lateral-esquerdo César Prates, que está suspenso. Sem opções, depois da rescisão contratual de Calisto, o treinador precisou improvisar o atacante Raphael Aguiar na lateral.
Com apenas 11 minutos de jogo mais um problema. O volante Serginho sofreu uma entorse e precisou ser substituído. Sem opções de volantes no banco de reservas, Marcelo Oliveira mandou a campo o zagueiro Nen.
“Temos um elenco desequilibrado. Coloquei um zagueiro como volante, hoje. O Serginho é um jogador importantíssimo que vem crescendo de produção e que nos fez falta”, disse o treinador.
Apesar disso, Marcelo Oliveira elogiou o comportamento da equipe: “Quero exaltar a garra, a determinação e a atitude dos jogadores diante de todos os problemas que estamos passando. Eles estão aí do princípio ao fim lutando pela vitória”, disse.
Falha
O treinador comentou também a falha do goleiro Juninho no gol da virada do Coritiba. No lance, numa cobrança de falta indireta, o camisa 1 se atrapalhou e deixou a bola na boca do gol para Maurício marcar.
“São detalhes. No jogo tem que estar atento. Foi até uma infelicidade, pois ele escorregou também. Foi num momento que o jogo estava equilibrado, eles vinham com tudo, mas, no contra-ataque, nós tínhamos oportunidades”, disse Marcelo.
Na derrota por 2 a 1 para o Coritiba, de virada, no Couto Pereira, o técnico do Atlético, Marcelo Oliveira, reconheceu os méritos do adversário, mas não deixou de lamentar os inúmeros problemas que teve para armar sua equipe.
O Galo entrou em campo sem contar com os zagueiros Marcos e Vinícius, o volante Rafael Miranda e os atacantes Marques e Jael, todos contundidos, além do lateral-esquerdo César Prates, que está suspenso. Sem opções, depois da rescisão contratual de Calisto, o treinador precisou improvisar o atacante Raphael Aguiar na lateral.
Com apenas 11 minutos de jogo mais um problema. O volante Serginho sofreu uma entorse e precisou ser substituído. Sem opções de volantes no banco de reservas, Marcelo Oliveira mandou a campo o zagueiro Nen.
“Temos um elenco desequilibrado. Coloquei um zagueiro como volante, hoje. O Serginho é um jogador importantíssimo que vem crescendo de produção e que nos fez falta”, disse o treinador.
Apesar disso, Marcelo Oliveira elogiou o comportamento da equipe: “Quero exaltar a garra, a determinação e a atitude dos jogadores diante de todos os problemas que estamos passando. Eles estão aí do princípio ao fim lutando pela vitória”, disse.
Falha
O treinador comentou também a falha do goleiro Juninho no gol da virada do Coritiba. No lance, numa cobrança de falta indireta, o camisa 1 se atrapalhou e deixou a bola na boca do gol para Maurício marcar.
“São detalhes. No jogo tem que estar atento. Foi até uma infelicidade, pois ele escorregou também. Foi num momento que o jogo estava equilibrado, eles vinham com tudo, mas, no contra-ataque, nós tínhamos oportunidades”, disse Marcelo.
Atlético vai às urnas definir seu presidente (29/10)
Na disputa pelo cargo: Alexandre Kalil, Itamar Vasconcellos e Sérgio Bias Fortes
Sérgio Bias Fortes
Itamar Vasconcellos
Alexandre KalilUm mês e 12 dias depois da renúncia de Ziza Valadares, conselheiros definem nesta quinta-feira quem vai comandar o clube até o final de 2011
Em meio à maior crise política de sua centenária história, o Atlético define nesta quinta-feira seu novo presidente. Três candidatos concorrem ao cargo deixado por Ziza Valadares, que não suportou a pressão e renunciou no dia 18 de setembro passado, seguido por seus quatro vice-presidentes. Têm direito a voto 474 conselheiros. A votação vai das 8 às 17 horas na sede do Galo, no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte.Na disputa dois filhos de ex-presidentes do clube: Alexandre Kalil, filho de Elias Kalil, que dirigiu o clube entre 1980 e 1985, e Sérgio Bias Fortes, filho de Walmir Pereira, que esteve no comando entre 1976 e 1979. O terceiro candidato é Itamar Vasconcellos, derrotado nas quatro últimas eleições.O eleito assumirá imediatamente e cumprirá mandato até o dia 31 de dezembro de 2011. O desafio é enorme. Como herança das últimas administrações uma dívida que ultrapassa os R$ 200 milhões. De cara uma grande dor de cabeça: o clube caminha para três meses de salários atrasados, período que se for completado pode resultar na saída de jogadores via Justiça do Trabalho.Além de administrar inúmeros problemas internos, o novo presidente terá de restaurar a imagem do time de futebol, bastante arranhada por fracassos seguidos nos últimos anos, cujo ponto crítico foi a queda à Série B do Campeonato Brasileiro em 2005.Conheça mais sobre os candidatos e suas propostas para sanar as dívidas e montar um time competitivo:
Candidato Alexandre Kalil
Idade: 49Profissão: empresárioHistórico no Atlético: filho de Elias Kalil, presidente do clube entre 1980 e 1985, foi diretor de vôlei, presidente do Conselho Deliberativo e diretor de futebol.Vice-presidente: Daniel Diniz Nepomuceno
Dívidas
“Nós estamos trabalhando, independente da eleição. Eu já estou olhando e acho que nós temos que ir atrás dos parceiros do Atlético. Acho que o Atlético viveu 100 anos com as suas parcerias e viverá mais 100 anos com as suas parcerias. Então esse é um trabalho que está sendo feito”
“As dívidas não são o maior desafio. O maior desafio é a formação da equipe, o maior desafio são as parcerias atuais, porque as dívidas do Atlético são as dívidas do Flamengo, são as dívidas do Vasco, são as dívidas do Palmeiras. Todos têm dívidas. Então o Atlético pagará todas as suas dívidas no dia que todos os clubes do Brasil pagarem as suas dívidas. Então, hoje é o seguinte: a propaganda de que o Atlético é falido para não montar time não vai colar. Seja eu o presidente ou seja o outro, entendeu? Se não vai montar time é porque não arrumou um parceiro, como os outros não arrumaram, não tiveram competência para arrumar e isso é que nós temos que correr atrás. É de uma parceria para montar um time”
Futebol
“Uma parceria para montar um time. A maneira de resgatar a confiança do torcedor é elevando a auto-estima do torcedor. Porque o tanto que eles batem na gente e o tanto que a gente escuta é muito difícil da gente conviver com isso. Eu acho que nós vamos resgatar sim. Eu acho que a grande contratação que nós temos que fazer neste final de centenário é a torcida. Nós vamos contratar a torcida do Atlético”
“Temos que cuidar do futebol como ele tem que ser cuidado. Temos que ter a sorte de ter a oportunidade, pois qualquer oportunidade que já apareceu aqui, inclusive para o ano do centenário, que foi chutada. Aqui no Atlético não se chuta oportunidades mais. Não somos candidatos a nada. Somos candidatos a presidente do Atlético. Não queremos votos a não ser os dos conselheiros do Atlético. Então, se chegar aqui uma parceria, não tem problema o presidente do Atlético não aparecer. Podem trazer todas as estrelas que quiserem que elas vão brilhar aqui no Atlético”
“Todos os treinadores tem que ser respeitados, inclusive o que está lá hoje, sendo, além de treinador, líder e comandante, num barco à deriva. Então vamos respeitar o Marcelo Oliveira, vamos ter por ele a consideração que ele está tendo pelo Atlético, de comandar um grupo com salários atrasados, sem presidente, sem diretor, sem nada”
Candidato Itamar Vasconcellos Dias
Idade: 70Profissão: empresárioHistórico no Atlético: ex-conselheiro, foi derrotado nas quatro últimas eleições para presidente.Vice-presidente: Ronaldo Ermelindo Ferreira
Dívidas
"O Clube Atlético Mineiro, precisa urgentemente separar o joio do trigo. Ou seja; o passivo (dividas) do Ativo (receita). Para isto uma solução será uma mudança estatutária que permita o clube se dividir em duas razões sociais: o Atlético, que ficará com o passivo, e a Galo S.A, empresa responsável pelos ativos do clube. A Galo S.A será uma empresa de capital fechado. O Atlético será o dono da empresa não podendo vender nenhuma ação, sem aprovação do Conselho Deliberativo, tendo ainda a obrigação de manter 51% do seu capital. (51% do capital serão inegociáveis)"
"Vamos renegociar todas as dívidas com credores, dando a eles a oportunidade de trocarem suas letras, até mesmo por participações na Galo S.A., sendo o mesmo proposto, para parte do pagamento a ser feito pelas dívidas trabalhistas, nos casos mais onerosos. No entanto, evitaremos estes processos através do recolhimento em dia dos encargos trabalhistas, pagamentos em dia de salários e uma reestruturação do Departamento jurídico do clube, criando gerências específicas para a área trabalhista. Não podemos mais, perder milhões de reais, por falta de cumprimento de nossas obrigações, com jogadores e funcionários"
Futebol
"Nossa meta é buscar um bom time. Para isto devemos buscar o equilíbrio financeiro, acabando de vez com os atrasos de salário, e fazendo um planejamento há longo prazo. Porém algumas atitudes deverão ser tomadas para melhorar o gerenciamento na contratação de novos jogadores"
"Visaremos à contratação de jogadores, de acordo com o desejo do clube e da comissão técnica. Faremos contratos lógicos e previsíveis, para que estes depois, não prejudiquem o clube. Será a política do custo benefício, tanto em campo, como fora dele. Adiantamos desde já, que o Atlético participará do Campeonato Mineiro com sua força máxima. Propondo também, a regionalização do Campeonato Mineiro em 2010, e a renda dividida nos jogos, para que se amenize o prejuízo decorrente do torneio"
Candidato Sérgio Gustavo Bias Fortes Pereira da Silva
Idade: 56Profissão: empresárioHistórico no Atlético: filho de Walmi Pereira, presidente do clube entre 1976 e 1979. É conselheiro há mais de 30 anos.Vice-presidente: Frederico Peçanha Couto
Sérgio Bias Fortes
Dívidas
“Primeiro vamos ter que ser eleitos e depois de eleitos nós vamos, com calma, tentar resolver o mais rápido possível. Já estamos tentando soluções para esse fato e sabemos que o dia 07 de novembro é o último dia pra gente pagar a folha (salários), senão corremos o risco de perder os jogadores. Vamos equacionar à medida que a gente entrar e assumirmos a presidência do Atlético”
“Eu acho que o Atlético tem que caminhar com as próprias pernas. Não podemos gastar mais do que a receita que nós temos. Então, é essencial fazermos um equilíbrio de contas na parte administrativa e na parte financeira do clube, para podermos ter uma tranqüilidade para trabalhar”
Futebol
“Eu sempre afirmei e afirmo isso para todos que me perguntam que o time de futebol profissional é o carro-chefe do Atlético. Nós vamos querer montar um time competitivo, mas dentro das nossas possibilidades”
“Não está na hora de falarmos de treinador. Nós estamos com sete rodadas para cumprir, o Marcelo é o treinador e vai ficar até o final da temporada”
Candidato Alexandre Kalil
Idade: 49Profissão: empresárioHistórico no Atlético: filho de Elias Kalil, presidente do clube entre 1980 e 1985, foi diretor de vôlei, presidente do Conselho Deliberativo e diretor de futebol.Vice-presidente: Daniel Diniz Nepomuceno
Dívidas
“Nós estamos trabalhando, independente da eleição. Eu já estou olhando e acho que nós temos que ir atrás dos parceiros do Atlético. Acho que o Atlético viveu 100 anos com as suas parcerias e viverá mais 100 anos com as suas parcerias. Então esse é um trabalho que está sendo feito”
“As dívidas não são o maior desafio. O maior desafio é a formação da equipe, o maior desafio são as parcerias atuais, porque as dívidas do Atlético são as dívidas do Flamengo, são as dívidas do Vasco, são as dívidas do Palmeiras. Todos têm dívidas. Então o Atlético pagará todas as suas dívidas no dia que todos os clubes do Brasil pagarem as suas dívidas. Então, hoje é o seguinte: a propaganda de que o Atlético é falido para não montar time não vai colar. Seja eu o presidente ou seja o outro, entendeu? Se não vai montar time é porque não arrumou um parceiro, como os outros não arrumaram, não tiveram competência para arrumar e isso é que nós temos que correr atrás. É de uma parceria para montar um time”
Futebol
“Uma parceria para montar um time. A maneira de resgatar a confiança do torcedor é elevando a auto-estima do torcedor. Porque o tanto que eles batem na gente e o tanto que a gente escuta é muito difícil da gente conviver com isso. Eu acho que nós vamos resgatar sim. Eu acho que a grande contratação que nós temos que fazer neste final de centenário é a torcida. Nós vamos contratar a torcida do Atlético”
“Temos que cuidar do futebol como ele tem que ser cuidado. Temos que ter a sorte de ter a oportunidade, pois qualquer oportunidade que já apareceu aqui, inclusive para o ano do centenário, que foi chutada. Aqui no Atlético não se chuta oportunidades mais. Não somos candidatos a nada. Somos candidatos a presidente do Atlético. Não queremos votos a não ser os dos conselheiros do Atlético. Então, se chegar aqui uma parceria, não tem problema o presidente do Atlético não aparecer. Podem trazer todas as estrelas que quiserem que elas vão brilhar aqui no Atlético”
“Todos os treinadores tem que ser respeitados, inclusive o que está lá hoje, sendo, além de treinador, líder e comandante, num barco à deriva. Então vamos respeitar o Marcelo Oliveira, vamos ter por ele a consideração que ele está tendo pelo Atlético, de comandar um grupo com salários atrasados, sem presidente, sem diretor, sem nada”
Candidato Itamar Vasconcellos Dias
Idade: 70Profissão: empresárioHistórico no Atlético: ex-conselheiro, foi derrotado nas quatro últimas eleições para presidente.Vice-presidente: Ronaldo Ermelindo Ferreira
Dívidas
"O Clube Atlético Mineiro, precisa urgentemente separar o joio do trigo. Ou seja; o passivo (dividas) do Ativo (receita). Para isto uma solução será uma mudança estatutária que permita o clube se dividir em duas razões sociais: o Atlético, que ficará com o passivo, e a Galo S.A, empresa responsável pelos ativos do clube. A Galo S.A será uma empresa de capital fechado. O Atlético será o dono da empresa não podendo vender nenhuma ação, sem aprovação do Conselho Deliberativo, tendo ainda a obrigação de manter 51% do seu capital. (51% do capital serão inegociáveis)"
"Vamos renegociar todas as dívidas com credores, dando a eles a oportunidade de trocarem suas letras, até mesmo por participações na Galo S.A., sendo o mesmo proposto, para parte do pagamento a ser feito pelas dívidas trabalhistas, nos casos mais onerosos. No entanto, evitaremos estes processos através do recolhimento em dia dos encargos trabalhistas, pagamentos em dia de salários e uma reestruturação do Departamento jurídico do clube, criando gerências específicas para a área trabalhista. Não podemos mais, perder milhões de reais, por falta de cumprimento de nossas obrigações, com jogadores e funcionários"
Futebol
"Nossa meta é buscar um bom time. Para isto devemos buscar o equilíbrio financeiro, acabando de vez com os atrasos de salário, e fazendo um planejamento há longo prazo. Porém algumas atitudes deverão ser tomadas para melhorar o gerenciamento na contratação de novos jogadores"
"Visaremos à contratação de jogadores, de acordo com o desejo do clube e da comissão técnica. Faremos contratos lógicos e previsíveis, para que estes depois, não prejudiquem o clube. Será a política do custo benefício, tanto em campo, como fora dele. Adiantamos desde já, que o Atlético participará do Campeonato Mineiro com sua força máxima. Propondo também, a regionalização do Campeonato Mineiro em 2010, e a renda dividida nos jogos, para que se amenize o prejuízo decorrente do torneio"
Candidato Sérgio Gustavo Bias Fortes Pereira da Silva
Idade: 56Profissão: empresárioHistórico no Atlético: filho de Walmi Pereira, presidente do clube entre 1976 e 1979. É conselheiro há mais de 30 anos.Vice-presidente: Frederico Peçanha Couto
Sérgio Bias Fortes
Dívidas
“Primeiro vamos ter que ser eleitos e depois de eleitos nós vamos, com calma, tentar resolver o mais rápido possível. Já estamos tentando soluções para esse fato e sabemos que o dia 07 de novembro é o último dia pra gente pagar a folha (salários), senão corremos o risco de perder os jogadores. Vamos equacionar à medida que a gente entrar e assumirmos a presidência do Atlético”
“Eu acho que o Atlético tem que caminhar com as próprias pernas. Não podemos gastar mais do que a receita que nós temos. Então, é essencial fazermos um equilíbrio de contas na parte administrativa e na parte financeira do clube, para podermos ter uma tranqüilidade para trabalhar”
Futebol
“Eu sempre afirmei e afirmo isso para todos que me perguntam que o time de futebol profissional é o carro-chefe do Atlético. Nós vamos querer montar um time competitivo, mas dentro das nossas possibilidades”
“Não está na hora de falarmos de treinador. Nós estamos com sete rodadas para cumprir, o Marcelo é o treinador e vai ficar até o final da temporada”
Delegação retorna do Paraná nesta quinta-feira 29/10/2008 | 21:34
Da Assessoria de Imprensa Depois da derrota por 2 a 1 para o Coritiba, na noite desta quarta-feira (29), no Couto Pereira, a delegação atleticana retorna para Belo Horizonte na manhã desta quinta-feira (30). A saída de Curitiba será às 9h15 e o desembarque no Aeroporto de Confins está previsto para 11h15. O grupo seguirá direito para a Cidade do Galo, onde fará trabalho regenerativo, já em preparação para o jogo contra o Botafogo, domingo (2), no Mineirão.
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