quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Por água abaixo (02/10)

Paulo Galvão - Estado de Minas

Quando começou o segundo turno do Campeonato Brasileiro, o técnico Marcelo Oliveira já somava quatro partidas no comando da equipe, incluindo uma pela Copa Sul-Americana, e tinha melhor conhecimento do potencial de cada atleta à disposição. Assim, estabeleceu metas para a equipe até o fim da competição. O desempenho, entretanto, ficou muito abaixo do esperado, o que levou o treinador alvinegro a rever seus conceitos.
A primeira coisa a fazer foi desistir desse tipo de planejamento. “No início do returno, fizemos um planejamento de pontos a serem conquistados, mas, às vezes, por nossos próprios erros, não atingimos nossos objetivos. Então, a partir de agora, vamos trabalhar a cada jogo, que passa a ser uma verdadeira final. Temos de encarar os compromissos que temos pela frente como tal”, declarou Marcelo Oliveira, que tem conversado bastante com os atletas para tentar fazê-los ficar ainda mais ligados nas partidas.
A intenção do treinador era aproveitar jogos contra times que estavam no mesmo nível do Atlético na classificação ou brigando mais embaixo para subir. Outro fator que fez a previsão de aproveitamento ser otimizada eram os compromissos em casa, nada menos que cinco nas oito primeiras partidas do returno.
Assim, a intenção era praticamente dobrar o aproveitamento da equipe nessas partidas, pois já era sabido que a seqüência a partir da 28ª rodada seria duríssima. O Galo terminou o turno em 12º lugar, com 24 pontos, ou 42,11% de aproveitamento. O líder, então, era o Grêmio, com 17 pontos a mais. Já o primeiro time da zona de rebaixamento, o Vasco, somava cinco pontos a menos que os atleticanos.
Se conseguisse aproveitar o cenário favorável no começo do returno, o Atlético estaria brigando pelas primeiras colocações. Mas o planejamento fez água logo na primeira partida: o time perdeu para o Fluminense, então vice-lanterna, por 1 a 0, no Maracanã.
Na rodada seguinte, outro tropeço ao ficar apenas no 1 a 1, no Mineirão, com o Goiás, que então apenas iniciava sua espetacular reação no Nacional e ainda era o 11º colocado. O próximo confronto trouxe esperança aos torcedores, pois a equipe fez 4 a 0 no Atlético-PR, novamente em casa, subindo para a 11ª colocação e vislumbrando ganhar mais duas na rodada seguinte.
Porém, diante de uma Portuguesa na zona de rebaixamento, o Galo voltou a ratear. Jogando no Canindé, até saiu na frente, mas cedeu o empate ao adversário, caindo para a 12ª posição.
A segunda metade das metas dos oito primeiros jogos do returno foi aberta com um resultado que poderia até ser considerado normal, mesmo com o Galo jogando no Mineirão: 1 a 1 com o sempre forte São Paulo. O problema é que os mineiros jogaram melhor que os paulistas, mas não souberam aproveitar a superioridade para somar três pontos.
DECEPÇÃO EM CASA
Nos três últimos jogos do que foi planejado inicialmente, restava ao Galo conquistar nove pontos para praticamente dar adeus à ameaça de rebaixamento e passar a fazer parte das equipes com objetivos maiores no Brasileiro. Porém, os atleticanos foram derrotados pelo Ipatinga, no Vale do Aço. Aí, vieram dois jogos em casa e a intenção eram seis pontos, mas os alvinegros tiveram de se contentar com quatro, frutos da vitória sobre Náutico e o decepcionante empate com o Figueirense, time de pior campanha no segundo turno e dono da pior defesa do Nacional.
Agora, resta ao Atlético buscar pontos fora de casa, contra times que estão entre os mais bem colocados da competição, Palmeiras e Flamengo. E também no sempre difícil clássico com o Cruzeiro. Se não conseguir, certamente os times que estão mais embaixo vão se aproximar, fazendo o rebaixamento voltar a ser ameaça real.

Por água abaixo (02/10)

Paulo Galvão - Estado de Minas

Quando começou o segundo turno do Campeonato Brasileiro, o técnico Marcelo Oliveira já somava quatro partidas no comando da equipe, incluindo uma pela Copa Sul-Americana, e tinha melhor conhecimento do potencial de cada atleta à disposição. Assim, estabeleceu metas para a equipe até o fim da competição. O desempenho, entretanto, ficou muito abaixo do esperado, o que levou o treinador alvinegro a rever seus conceitos.
A primeira coisa a fazer foi desistir desse tipo de planejamento. “No início do returno, fizemos um planejamento de pontos a serem conquistados, mas, às vezes, por nossos próprios erros, não atingimos nossos objetivos. Então, a partir de agora, vamos trabalhar a cada jogo, que passa a ser uma verdadeira final. Temos de encarar os compromissos que temos pela frente como tal”, declarou Marcelo Oliveira, que tem conversado bastante com os atletas para tentar fazê-los ficar ainda mais ligados nas partidas.
A intenção do treinador era aproveitar jogos contra times que estavam no mesmo nível do Atlético na classificação ou brigando mais embaixo para subir. Outro fator que fez a previsão de aproveitamento ser otimizada eram os compromissos em casa, nada menos que cinco nas oito primeiras partidas do returno.
Assim, a intenção era praticamente dobrar o aproveitamento da equipe nessas partidas, pois já era sabido que a seqüência a partir da 28ª rodada seria duríssima. O Galo terminou o turno em 12º lugar, com 24 pontos, ou 42,11% de aproveitamento. O líder, então, era o Grêmio, com 17 pontos a mais. Já o primeiro time da zona de rebaixamento, o Vasco, somava cinco pontos a menos que os atleticanos.
Se conseguisse aproveitar o cenário favorável no começo do returno, o Atlético estaria brigando pelas primeiras colocações. Mas o planejamento fez água logo na primeira partida: o time perdeu para o Fluminense, então vice-lanterna, por 1 a 0, no Maracanã.
Na rodada seguinte, outro tropeço ao ficar apenas no 1 a 1, no Mineirão, com o Goiás, que então apenas iniciava sua espetacular reação no Nacional e ainda era o 11º colocado. O próximo confronto trouxe esperança aos torcedores, pois a equipe fez 4 a 0 no Atlético-PR, novamente em casa, subindo para a 11ª colocação e vislumbrando ganhar mais duas na rodada seguinte.
Porém, diante de uma Portuguesa na zona de rebaixamento, o Galo voltou a ratear. Jogando no Canindé, até saiu na frente, mas cedeu o empate ao adversário, caindo para a 12ª posição.
A segunda metade das metas dos oito primeiros jogos do returno foi aberta com um resultado que poderia até ser considerado normal, mesmo com o Galo jogando no Mineirão: 1 a 1 com o sempre forte São Paulo. O problema é que os mineiros jogaram melhor que os paulistas, mas não souberam aproveitar a superioridade para somar três pontos.
DECEPÇÃO EM CASA
Nos três últimos jogos do que foi planejado inicialmente, restava ao Galo conquistar nove pontos para praticamente dar adeus à ameaça de rebaixamento e passar a fazer parte das equipes com objetivos maiores no Brasileiro. Porém, os atleticanos foram derrotados pelo Ipatinga, no Vale do Aço. Aí, vieram dois jogos em casa e a intenção eram seis pontos, mas os alvinegros tiveram de se contentar com quatro, frutos da vitória sobre Náutico e o decepcionante empate com o Figueirense, time de pior campanha no segundo turno e dono da pior defesa do Nacional.
Agora, resta ao Atlético buscar pontos fora de casa, contra times que estão entre os mais bem colocados da competição, Palmeiras e Flamengo. E também no sempre difícil clássico com o Cruzeiro. Se não conseguir, certamente os times que estão mais embaixo vão se aproximar, fazendo o rebaixamento voltar a ser ameaça real.

Ataque ainda é um mistério (02/10)

Estado de Minas

O técnico Marcelo Oliveira continua quebrando a cabeça para definir o ataque para pegar o Palmeiras, sábado, no Parque Antártica. Com o time precisando da vitória para continuar longe da zona de rebaixamento, o setor ganhou ainda mais importância, principalmente depois de a equipe passar em branco contra o Figueirense, pior defesa do Brasileiro.
Ontem, ele comandou atividade na Cidade do Galo testando as opções. Na primeira parte, escalou Jael, que foi titular em 11 das 13 partidas em que o treinador comandou o Galo nesta passagem, mas que havia perdido espaço e nem foi relacionado para o confronto com os catarinenses. Depois, o substituiu por Castillo, que entrou no decorrer das últimas quatro partidas.
Jael considerou estranho não ter ido nem para o banco de reservas no último compromisso, mas não abaixou a cabeça. “Isso acontece e agora é trabalhar em dobro para ajudar a equipe. O importante é dar o máximo para cumprir o que o treinador pedir”, afirmou o atacante, que, se for confirmado, terá a missão de marcar a saída de bola palmeirense.
RECUPERAÇÃO FORA
Sem marcar há quase dois meses – a última vez foi em 6 de agosto, na vitória por 3 a 2 sobre o Santos, na casa do adversário –, ele se mostra bastante animado para a partida. “O Palmeiras também precisa da vitória e deve sair para o jogo. A nós, claro, interessa somar pontos. Tem tudo para ser um grande jogo e tomara que a gente seja feliz.”
O atacante sabe que a situação do Galo não é confortável. Por isso, quer o time o mais concentrado possível. “O momento é agora, pois deixamos escapar pontos em casa e temos de recuperá-los”, disse.

Vota-se ou não novo estatuto? (02/10)

Estado de Minas

A quinta-feira promete ser quente na política do Atlético. A partir das 17h, em primeira convocação, ou das 18h, em segunda convocação, o Conselho Deliberativo terá reunião extraordinária para votar o novo estatuto do clube, o que por si só já geraria polêmica. Alia-se a isso o momento político-administrativo delicado pelo qual o clube passa, depois da renúncia do presidente Ziza Valadares, há 14 dias. O órgão máximo do clube chega para o importante encontro dividido. Uma das alas defende que seja aprovada nova carta para reger o Galo e propõe, entre outras coisas, a diminuição de quatro vice-presidentes para apenas um e a criação de uma comissão para analisar a negociação de atletas. Já uma outra considera que o novo estatuto não pode nem mesmo ser votado, alegando que esse tipo de decisão é de competência da assembléia-geral, conforme rege o Código Civil. O presidente do Conselho Deliberativo, João Baptista Ardizoni, diverge dessa segunda opinião. Segundo ele, o artigo 217 da Constituição Federal e a própria lei nº 9.615, conhecida como Lei Pelé, permitem que as instituições desportivas se organizem como melhor lhes convier. “Foi baseado nisso que convocamos a reunião do Conselho, que é soberano, como já entenderam até no Tribunal de Justiça de São Paulo”, argumentou o dirigente. Aprovado ou não o novo estatuto, até segunda-feira ele promete convocar eleições para definir o sucessor de Ziza Valadares. O problema é que até aí há divergências. Alguns conselheiros entendem que, qualquer que seja o resultado da reunião de hoje, a próxima diretoria ficará no clube por três anos. Já outros defendem que, se o pleito for realizado sob o estatuto atual, os próximos mandatários do Galo vão ficar à frente do clube apenas até o fim do ano que vem, cumprindo mandato-tampão. Para completar, torcedores prometem comparecer à sede. Alguns querem a dissolução do Conselho Deliberativo e que os sócios-torcedores passem a existir, tendo direito a eleger o presidente.

Castillo em busca de seu primeiro gol com a camisa alvinegra (01/10)



Chico Vilela - Portal Uai
Rodrigo Fonseca - Portal Uai

Boliviano deve começar o jogo contra o Palmeiras no banco de reservas
Contratado em março, o atacante boliviano Castillo ainda não se firmou no Atlético. Não aproveitou as poucas oportunidades que teve. Além disso, chegou a treinar em separado para melhorar a condição física. Agora, o jogador pode ganhar nova chance no time. Ele está nos planos do técnico Marcelo Oliveira para a partida de sábado contra o Palmeiras, mas deve iniciar o jogo no banco de reservas. “Venho num processo de treinamento. Estava treinando sozinho com o preparador físico para reduzir meu percentual de gordura. Creio que o Marcelo viu que eu estava bem e que podia jogar. Estou me esforçando para ter a oportunidade de jogar mais minutos”, disse Castillo, que entrou no segundo tempo das quatro últimas partidas. Aos 25 anos, o boliviano natural de Santa Cruz de La Sierra, busca seu primeiro gol com a camisa alvinegra: “Tenho que ter mais tranqüilidade na hora de fazer o gol. Até agora não marquei, mas, se tiver a oportunidade de jogar no sábado, espero poder marcar”. Castillo já defendeu clubes como Oriente Petrolero (BOL.), Bolívar (BOL) e Rosario Central (ARG), além do Tecos (MÉX), que o emprestou ao Atlético. Ele revela que seu desejo é seguir no Galo em 2009: “Primeiro quero terminar bem com o time, depois veremos com o time do México. Se Deus quiser, vou ficar aqui. Gosto muito do time, mas sei que depende do futebol”.

Reunião do Conselho agita quinta-feira do Atlético (01/10)

Rodrigo Fonseca - Portal Uai

As atenções do Atlético nesta quinta-feira estarão voltadas para a sede do clube. A partir das 17 horas, em primeira convocação, com a presença de metade mais um dos conselheiros, ou das 18 horas, em segunda convocação, com a presença de qualquer número de conselheiros, terá início a reunião extraordinária do Conselho Deliberativo. Em pauta o novo estatuto do Atlético.
Entre as mudanças está a redução de quatro para apenas um vice-presidente, que teria maiores poderes. Uma das críticas ao novo estatuto é a não inclusão da possibilidade de votos aos sócios em eleições para presidente.
Algumas pessoas consideram também que o Conselho não teria condição legal de votar novo estatuto, defendendo a convocação de assembléia geral.
Manifestação
A torcida organizada Galoucura anunciou manifestação na sede do Galo durante a reunião. Ela reivindica eleição direta para presidente, com voto dos associados; renovação/ dissolução do Conselho Deliberativo; não aprovação do novo estatuto.
Eleições
A reunião extraordinária desta quinta-feira travou o processo de sucessão de Ziza Valadares, que renunciou à presidência há duas semanas. O presidente do Conselho do Atlético, João Batista Ardizoni, preferiu aguardar o resultado da sessão para convocar o pleito.
Uma dúvida está no ar: o tempo de mandato do próximo presidente, se seria até dezembro de 2009 (quando se encerraria o mandato de Ziza Valadares) ou por três anos.
Até esta quinta-feira, apenas o ex-presidente do Conselho do clube, Alexandre Kalil, havia lançado oficialmente sua candidatura. Outros interessados em concorrer são: o conselheiro Sérgio Bias Fortes e o sócio Itamar Vasconcelos, derrotado nas quatro últimas eleições.

Marques: time está mais confiante para atuar fora de casa (01/10)


Rodrigo Fonseca - Portal Uai


Os dois próximos jogos do Atlético serão fora de casa. Neste sábado, o time pega o Palmeiras. Já no dia 11 de outubro, o adversário é o Flamengo. Como visitante, a campanha alvinegra é fraca, com um aproveitamento de apenas 19,44%. Apesar disso, o atacante Marques ressalta que sente o grupo confiante para disputar partidas longe de sua torcida e somar pontos que serão decisivos para afastar o Galo ainda mais da zona de rebaixamento. “Sinto hoje um grupo com mais confiança para jogar bem fora de casa. Nessa hora é preciso muita força de grupo, união, não só da boca pra fora, mas ali dentro do campo para que todos desempenhem o seu máximo. São partidas que vão exigir o máximo de cada um”, disse Marques. Até agora, em 12 jogos fora de Belo Horizonte, o Atlético conquistou somente uma vitória (3 a 2 no Santos, ainda pelo primeiro turno), quatro empates e sofreu sete derrotas. Além de Palmeiras e Flamengo, o time voltará a jogar como visitante contra Coritiba, Vitória, Sport e Grêmio. Já no Mineirão, o Galo terá como adversários Cruzeiro, Internacional, Botafogo, Vasco e Santos. O rendimento em casa é bem melhor, embora seja marcado pela irregularidade. Em 14 partidas, foram sete vitórias, seis empates e uma derrota. Aproveitamento de 64%.